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O QUE É PSICOTRANSE?

A palavra PSICOTRANSE foi "criada" por Eudes Alves e Eliezer C. Mendes, em 1979, para  designar as alterações da consciência, em qualquer nível, ou profundidade, diferenciando-se assim do conceito de "transe mediúnico", definido por Allan Kardec, que vincula o "transe" à influência  dos espíritos dos mortos. Dessa forma procuramos focalizar mais o lado psicológico dos "estados alterados de consciência" (definidos por Charles Tart, em 1972). Integramos assim o conceito de inconsciente dinâmico, e resgatamos  para o estudo dessa importante área do comportamento psicológico, que os espíritas rejeitavam sob alegação de "animismo", vinculado à mente do médium (segundo A. Aksakof, "Animismo e Espiritismo", 1890). 
Até hoje, a  maior parte dos espíritas, atribuem os fenômenos do *transe" à influência dos espíritos dos mortos, por não saber lidar com o espírito dos vivos. Porém o estudo profundo do psiquismo dos médiuns, com suas múltiplas manifestações, muitas vezes também classificadas como "fantasias" por certos psicólogos, são na verdade manifestações muito importantes para as terapias, seu valor está muito além daquilo que o próprio Freud atribuiu ao Id. O inconsciente tem uma comunicação numa extensão universal (constatado pela pesquisa parapsicológica e pela terapia de captação) como veremos mais adiante durante o desenrolar do estudo do PSICOTRANSE.
C. G. Jung com seu conceito de inconsciente coletivo e o filósofo Charles Sanders Peirce, criador da semiótica, também sinalizaram essa comunicação. Peirce denominou essa comunicação de abdução.

PSICOTRANSE é o momento de consciência, qualquer momento, no qual acontece a modificação do nível de consciência; seja no estado Beta, Alfa,  REM, em hipnose ou em qualquer outro estado alternativo. 

Geralmente, as pessoas não percebem as modificações  dos estados alterados de consciência, principalmente quando estas acontecem em  nível Beta (vigília), outras vezes em certos estados, as pessoas tem a sensação que dormiram e, aparentemente, não lembram do acontecido durante esses momentos (semelhantes a amnésia pós hipnótica). O psicotranse  se confundem, de certo modo, com os estados de ausências, ou  estados crepusculares, tão comuns nas denominadas disfunções cerebrais mínimas, geralmente  vinculadas às epilepsias. 
Por outro lado, esses estados em nada se diferenciam daqueles denominados de "estados superiores de consciência",  freqüentemente vivenciados por santos e místicos  (veja  Pierre Weil, "Experiência Cósmica e Psicose", Ed. Vozes).
Certos estados apresentam padrões de ondas cerebrais de "alta freqüência" (de 40 a 80 c/s) recentemente constatados.

O psicotranse e a captação transe-terapia são propostas "globalizadora" que inclui os aspectos complementares das terapias, dentro de uma compreensão integrativa, reunindo os conceitos de psi e de estados alterados de consciência, tendo por base as pesquisas da parapsicologia, bioquímica, neurofisiologia e estatísticas. É uma proposta de integração com visão científica não dogmática.        

Seriam patológicas as modificações da consciência?
A tendência, desde Charcot até a atualidade, é ver qualquer modificação da consciência, ou do comportamento, como sendo um estado patológico. Lopez Ibor, famoso psiquiatra espanhol,  chega a classificar Jesus Cristo, o filósofo sueco Swedenborg e o poeta Strindberg como: doentes psicóticos alucinados. Atualmente essa atitude generalizadora da psicopatologia é amplamente contestada pela chamada anti-psiquiatria ( Laing, Szasz e outros) e pela psicologia transpessoal  ( Weil, Grof e outros).  
Hoje admite-se as variáveis individuais, e aceita-se a possibilidade da existência de estados alterados de consciência, estados não percebidos nos níveis comuns, sendo considerados, todos eles,  estados normais e alternativos do comportamento humano. 
As alterações (disritmias) constatadas no EEG  dos sensitivos, médiuns,  estigmatizados e outros, deixa bem claro, que estas alterações não são patológicas. Todas as pessoas sensíveis apresentam  alterações EEG. Essas alterações desaparecem com a meditação, com o treinamento do controle das ondas cerebrais (biofeedback), ou com o eletro-sono. O mais impressionante, é o fato observado pelo psiquiatra Akstein (citado por Eliezer C.Mendes em  comunicação pessoal), ele constatou alterações no EEG dos sensitivos, não epiléticos, durante as captações de pacientes epiléticos. Crisóstenes, um sensitivo da equipe do Dr. Eliezer Mendes, sempre que fazia uma captação de  um paciente epilético manifestava uma convulsão completa, com todas as características clássicas das crises  convulsivas. Crisóstenes padecia de epilepsia desde criança. 
Seria fácil reproduzir  uma  convulsão de forma “psicodramática”, se ela fossem um ato voluntário, mas não é, porque durante as convulsões aparecem alterações no traçado EEG, impossíveis de serem reproduzidas voluntariamente.
Na clínica do Dr. Eliezer Mendes, nós assistimos vários sensitivos manifestando convulsões com suas fases completas durante as captações de pacientes epiléticos, sem que esses sensitivos registrassem histórico algum de disfunção cerebral.

Devemos destacar também o trabalho do Dr. Emerson Giumbelli, constatando que o trabalho mediúnico não é patológico (publicado pela Revista de Antropologia
, São Paulo,  v. 40,  n. 2,   1997,  da USP).

Recentemente o parapsicólogo Konrad Lindmeier, publicou uma pesquisa  realizada com um grupo de epiléticos ("A Parapsicologia e a Epilepsia Numa Visão Junguiana", Editora EDUSF, 2002). Ele constatou um alto índice de acertos, usando uma variante dos testes de Rhine. Ele  substituiu as cartas Zener pelas ISAC-CARDS (maço de cartas formado por 25 cartas  do tarô mitológico). Quando essas pessoas eram medicadas, com anticonvulsivos, os resultados caiam para níveis esperados pelo acaso, deixando em evidência a estreita relação entre a fisiologia cerebral, as ondas cerebrais, os estados alterados de consciência e ESP.

Estudos recentes vinculam a intuição e a criatividade à predominância de áreas cerebrais específicas, atribuindo-se uma participação diferenciada ao hemisfério direito do cérebro.
 
1)  Sally P.Springer & Georg Deutsch, "Cérebro Esquerdo, Cérebro Direto". Ed. Summus.
2)  Sperry, "O Pensamento Lateral".


Por outro lado, Pierre Weil, destacado psicólogo da transpessoal,  sugere que a percepção da realidade seja uma função dos níveis de consciência  VR = F(EC). Congresso Mundial de Parapsicologia e Psicotrônica, 1979, São Paulo. 
 
Mario F. Martinez, da Universidade de Tennessee, USA,  defende a teoria Bio-cognitiva. Esta teoria considera que as crenças assimiladas pela cultura de origem, a biologia e a história social do individuo, formam um campo interacional, o qual pode ser  identificado com o conceito de mente não-localizada da teoria quântica, sendo capaz de executar interações à níveis molecular; eles  podem modificar  os mecanismos de defesa do organismo, como observou McClelland & Kirshnit  em Psychology and Healt, pag. 31-52, 1988.

Hoje os neurocientistas estudam os estreitos vínculos entre consciência e fisiologia cerebral, ninguém  mais pensa que a consciência seja um produtos descartável. Agora, eles vêm a consciência e os estados alternativos, como áreas legítima de investigação científica (veja Michael Persinger, Tood Murphy, António R. Damásio,  Joseph LeDoux,  Daniel G. Amen e outros). 

Secção
livros .

Psicotranse e mapeamento cerebral.

O psicotranse pode ser identificado claramente no mapeamento cerebral, revelando-nos os níveis de consciência e os  estágios diferenciados, relacionados aos padrões de freqüência.  Este é um caminho muito promissor para o estudo desses estados de consciência. Talvez, um dia, compreenderemos os segredos  da consciência, descobrindo  como  ela constrói os seus "hologramas psicológicos". Enquanto isto, já podemos hoje, integrar a dinâmica do psicotranse, e as interações inconscientes, em um trabalho prático de grande eficácia terapêutica batizado por nós com o nome de captação-transe-terapia.                    

O psicotranse pode ser desenvolvido por treinamento. 
O Psicotranse, como qualquer outro estado hipnótico, é absolutamente natural e normal. Ele faz parte da dinâmica do psiquismo, e como todo  estado hipnótico não tem nenhuma interferência de qualquer força sobrenatural. Ele pode acontecer muitas vezes  espontaneamente de forma inconsciente, sem que as pessoas  percebam as alternâncias de personalidade, alterações de humor etc.  Certos sintomas “ pertencem”  a outras pessoas,  ligadas emocionalmente à sensitiva. Esses sintomas poderão ser físicos, psicológicos ou comportamentais. Com o treinamento do psicotranse as pessoas identificam claramente a fonte de origem desses sintomas, libertando-se deles sem sofrer indevidamente. A identificação da fonte “desliga” a pessoa do sintoma, semelhante ao tornar consciente (insight)  no processo psicanalítico, ou o reviver a situação passada na regressão de memória, ou o ressignificar na PNL .

Delitos em estado de transe
Em certa ocasião, no Instituto Richet, uma sensitiva que participava do tratamento de um paciente cleptomaníaco, apareceu com um colar de pérolas.
Ela tinha apanhado aquele colar  em uma joalheria, perto da clínica, sem que a vendedora se apercebesse. 
Colocada em transe, ela nos contou como havia realizado aquele ato ilícito. Ela nos disse: 
            "Eu olhei nos olhos dela (da vendedora) e peguei o colar. Ela não disse nada e eu fiquei com ele!"
Rapidamente  fomos até a loja, para corrigir aquele "ato ilícito" da sensitiva. Procuramos a vendedora e pagamos  o colar. A vendedora se mostrou surpresa  porque não tinha notado nada de anormal na visita de sua "cliente", e nem tinha notado a falta do colar

 Certos comportamentos anti-sociais, e até crimes horrendos, muitas vezes, são interações inconscientes, verdadeiros "contágios
  psíquicos", independente da vontade de quem os executa.


        A Bíblia diz: "Dí-me com quem andas, e eu te direi quem éreis".  
As pessoas sensíveis muitas vezes assumem comportamentos e sintomas que não são seus. Geralmente são comportamentos atribuídos à "imitação", ignorando-se a contaminação inconsciente. Muitas pessoas são como o aço, ficam "magnetizadas" com a influência de outras pessoas. Hoje podemos compreender muito bem, como Mesmer, no século XVIII, se sentiu influenciado com a idéia do magnetismo, para explicar a hipnose e o psicotranse, naquela época não havia outro conceito que pudesse representar tão bem, essa contaminação do inconsciente quanto o magnetismo.
A captação do inconsciente é um processo natural e comum, ela é a base da transferência em terapia. Ela é o mecanismo básico de toda relação humana (boa ou má). É a sintonia que a PNL chama de "modelagem e acompanhamento", facilita a comunicação.   
             (Veja o livro do Dr. Eliezer C. Mendes, "Contaminação Vibratória" , Ed. Arte & Ciência. 1996).

Embora ainda hoje (2010) seja muito difícil transmitir com clareza a idéia dessa interação inconsciente, ela é para nós uma "realidade noética", inquestionável,  lidamos com ela desde 1979 e temos a plena certeza de sua autenticidade e eficiência no uso prático.
A nossa história começou  em abril de 1979, quando assistimos um cursos ministrados pelo Dr. Eliezer Mendes,  em São Paulo. Após esse curso  fomos convidados por ele para fazer parte da equipe do instituto Richet. Começamos ministrar o nosso curso de "Parapsicologia Aplicada" , título escolhido para o primeiro curso ministrado por mim em São Paulo.
Esse cursos tinham como meta: Em primeiro lugar, treinar os  terapeutas, que trabalhavam no referido instituto, preparando-os no uso dos procedimento  iniciado pelo Dr. Eliezer Mendes, no IBPC - Instituto de Parapsicologia Clínica, em Salvador, BA, na década de 70. 
Em segundo lugar, fazer a preparação do material para o IV CONGRESSO INTERNACIONAL DE PSICOTRÔNICA, que seria realizado de 2 à 7 de julho de 1979. (Psicotrônica era o nome usado no leste europeu, com a intenção de substituir  o termo Parapsicologia, usado no ocidente).
Nesse congresso conhecemos pessoalmente o Pe. Enrique Novillo Pauli, que havia publicado "Los Fenómenos Parapsicológicos", Editora Kapeluz. Bs. As. 1975. Neste livro ele relata uma experiência, realizada por ele, sobre a influência de PSI e o crescimento dos vegetai, com resultados significativos. Essa experiência foi realizada  na Duke University, nos EE. UU. e mais tarde repetida no Colégio Rosário, na Argentina. Ele  constatou que o estresse das pessoas testadas (alunos no período de provas), tinha uma ação negativa, à distância, sobre os vegetais testados. Isso confirmava, de certo modo, o efeito negativo de um ser vivo sobre outro. Isso nos confirmava também, de forma experimental, aquilo que tínhamos identificando na prática da captação: A verbalização do sensitivo, identificando a fonte negativa que interferiria sobre a pessoa captada, diluía essa negatividade ao ser verbalizada. As "energias negativas", personalizadas através do sensitivo em transe, podiam ser testadas de forma experimental sobre vegetais nesse experimento do Pe. E. Novillo Pauli.

         HIPNOSE, INCORPORAÇÃO E PSICOTRANSE.

Em 1977 demonstramos na TV do Uruguai uma incorporação induzida por HIPNOSE. (Veja fotografia anexa).
A sensitiva hipnotizada foi analisada por médicos uruguaios e por diretores de Centros de Umbanda, presentes no programa de TV. Eles verificaram os efeitos fisiológicos do transe induzido por nós e não encontram diferença entre esse transe e o dos rituais de UMBANDA reproduzidos nos terreiros. 
                                                                          Veja abaixo as fotos do programa, cedidas pela TV Montecarlo.

 TRANSE DE INCORPORAÇÃO NA TV

    CANAL 4  - MONTECARLO
     MONTEVIDÉU  -  URUGUAI  - 1977
            PROGRAMA     "TU-SAN" 

Prof. Eudes Alves, reproduz o transe de "incorporação", mudando a personalidade da sensitiva frente às câmeras de TV, confundindo os especialista que assistem atônitos. 

 

            O QUE É ISSO? 

O rapaz em transe diz que é "Exu Caveira" e que  bebe o sangue das vítimas. 
Em sua boca aparece o sangue escorrendo.


 

 

 

 

 

A médica colhe material do sensitivo para exame no laboratório da polícia.

                   

     

Livro publicado em 1981

OS EFEITOS FÍSICOS E BIOLÓGICOS NO PSICOTRANSE.

Veja este caso.
C. advogada, 32 anos, solteira,  bem sucedida profissionalmente, estava em atendimento conosco para corrigir algumas alterações emocionais,  para as quais ela não encontrava explicação, muito especialmente na área afetiva dos relacionamentos amorosos. Ela tentou antes, outras terapias sem sucesso. Também procurou um centro espírita de umbanda, onde lhe disseram que ela era médium, e que teria que desenvolver a mediunidade, porque a sua "pomba gira" queria trabalhar. Ela era muito sensível e entrava facilmente em transe hipnótico regressivo. 
Valendo-nos da técnica de indução ao transe com o uso de  música, TTT ,  muito usada para obter o transe cinético, induzimos C. ao transe. Ela entra com facilmente e assume o papel de "pomba gira(alter ego de mulher fatal com grande carga de feromônio), com todas as características conhecidas desse arquétipo. dança na ponta dos pés e curva seu corpo em clássicos movimentos eróticos. Estufa o  peito para  acentuar os seus seios que na realidade eram pequenos. Nesse estado de transe era possível estabelecer um diálogo com ela de forma normal. Dialogávamos sobre suas preferências e necessidades, como se estivéssemos conversando com ela num estado comum de consciência. 
Estávamos no final de dezembro, a família de C. era  do interior do Estado, ela não tinha parentes aqui na Capital. Como ela tinha criado um vínculo de amizade com minha mulher, ela foi convidada  para passar o dia 31 de dezembro conosco. Ela propôs que puséssemos as músicas utilizadas para a indução ao transe, porque  ela queria dançar  e entrar em transe antes da meia noite, e nós concordamos. 
Logo no início, ao ouvir as músicas, ela entra em transe de "pomba gira", dançando na ponta dos pés, como ela  fazia nas sessões de psicotranse. Eram aproximadamente onze horas da noite quando ela começou dançar. Dançou uns quarenta minutos sem parar. Quando se deteve, ainda em transe, nos disse que estava com fome e queria jantar. Todos sentamos à mesa.  A ceia de fim de ano estava servida, e decorria normalmente, com exceção da quantidade de bebida e comida que ela ingeria em transe. Quando todos havíamos  terminado de cear, ela sai do transe e nos pede desculpas por  não ter nos acompanhado durante a ceia, disse que estava com fome, e pede  licença para se  servir, comendo  novamente, como se não tivesse comido nada até aquele momento. Come com tanto  apetite como se realmente nada tivesse comido. Ela não registrou em seu consciente o que tinha realizado durante o  transe. Ela apresentava uma típica amnésia pós hipnótica (esquecimento do que acontece durante o transe).
 
Para onde foi tanta comida?  
C. era magra, e geralmente comia pouco, como é que o centro cerebral do apetite não registrou a comida ingerida?  Este mecanismo explicaria o poder da hipnose no tratamento da obesidade?
Isso nos lembrar aquela célebre sensitiva  que ingeria sete garrafas de pinga, durante os "trabalhos  mediúnicos", realizados  em um centro espírita  no Rio de Janeiro, e após a saída do transe ela não apresentava nenhum sinal de embriaguez. 
Em hipnologia são bem conhecidas as respostas paradoxais obtidas durante os transes, por exemplo: quando uma pessoas  em transe  ingere água pura,  e lhe sugerimos que é água com açúcar, invariavelmente aparece  alterações  na curva glicêmica  (veja Platonov, "La Palabra como Factor Fisiológico y Terapéutico", Moscou, 1958). 
Durante um Curso de hipnose ministrado por nós, no CEPAL, sugerimos a uma de nossas alunas um estado de embriaguez durante o  transe hipnótico, e solicitamos a  um conhecido psiquiatra, que estava participando do curso, que examinasse  aquela "paciente".  Após o exame com testes psicológicos e neurológicos, ele afirmou enfaticamente: "não poder diferenciar aquele estado sugerido, de uma embriaguez verdadeira". Todos os sinais  de embriaguez estavam presentes na embriaguez sugerida. 
Da mesma forma que o nosso organismo suprime os efeitos de uma substância ativa ingerida, poderá reproduzir os efeitos de outra  totalmente inócua, ou não ingerida, bastando segurar na mão um frasco fechado, de qualquer substância ativa, podemos encontrar os efeitos sugeridos.  Nisso consiste o grande efeito do placebo, e talvez também, este seja o mecanismo de ação da homeopatia e florais. A psique durante o estado de transe, poderia "copiar" os padrões moleculares das substâncias, guardados na memória bioquímica do cérebro (?). Isso merece uma pesquisa.

Pesquisas recentes falam de memória da água, e analisam os efeito dinamizado da homeopatia em função dessa memória. Poderia nossa psique captar isso?
(Revista Galileu, agosto 2003.      
                                            http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT578859-1719-2,00.html  )

O psicotranse tem uma extensão sobre a fisiologia do nosso corpo. Toda hipnose é um psicotranse, um estado psicodramático, que se objetiva a nível psicossomático.
 Espírito, mente e matéria estão unidos em uma unidade, fazendo parte da mesma realidade. Suas partes não se excluem, elas se complementam e interagem, embora sejam estudadas por separado, como vem sendo feito erroneamente até hoje, criando-se uma separação entre biologia (neurociência), psicologia (comportamento) e espiritualidade (estados superiores de consciência ou místicos). 
A nossa proposta é a integração dos três níveis, compreendendo o individuo como um todo. Embora compreendemos que é importante, desde de um ponto de vista técnico, estudar esses níveis por separado, mas na prática eles funcionam integrados. No nível inconsciente podemos perceber essa unidade, aquilo que Jung chamou de individuação. A individuação seria uma sintonia harmônica ("ecológica") entre as partes da psique (entre os arquétipos).

Durante muitos anos de trabalho clínico com hipnose e regressão, nos deparamos com essas manifestações, milhares de pessoas em transe foram observadas por nós (Esse material será gradualmente colocado neste site, submetendo-o  à análise e discussão de forma aberta e desinteressada).

Conheça mais  sobre o Psicotranse, participe dos Cursos Práticos de Captação Transe-Terapia,  promovidos pelo CEPAL.

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Resta dizer que alguns aspectos do psicotranse, sempre foram utilizados pela humanidade, desde o mais remotos tempos, sobre diversas denominações: possessão, revelação, loucura etc.

A nossa proposta, denominando essas modificações da consciência de PSICOTRANSE, tem como objetivo específico: polarizar o estudo mais amplo dessa dinâmica do comportamento inconsciente.

Compreendendo assim, que a sua interação dinâmica, nos permitiria uma visão mais ampla dos mecanismos da Captação Transe Terapia, da extensão da consciência, da fenomenologia PSI, das relações familiares e sociais. Compreensão fundamental para a educação e transformação da humanidade atual e futura.

Encontramos nesta proposta uma certa identificação com o proposto pela Unipaz  (P. Wail e Roberto Crema) e também pela Holiatria da Terra (Paulo Américo), salvando as distâncias operacionais de cada proposta.



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Última atualização: 12/02/12.