|
O
que
é
o
biofeedback?
Feedback
é
uma
palavra
muito
usada
pela
física moderna
quando
se
refere
ao
controle
de
um
sistema
pelo
sinal
de
saída
fornecido
pelo
funcionamento
do
próprio
sistema.
Um
bom
exemplo
é
a
regulação
da
máquina
à
vapor, mantendo
a
pressão
da
caldeira
por
meio
de
uma
válvula
(regulador
de
Watt)
que
permite a
maior
ou
menor
saída
do
vapor,
segundo
a
pressão
interna
da
caldeira.
Em
biologia,
quando
nos
referimos
à
regulação
dos
sistema
vivos,
usamos
a
palavra
biofeedback
ou
biorregulação,
de
bio
=
vida
+
regulação.
Com
ela
queremos
designar
a
regulação
interna
de
um
sistema
vivo. Todo
ser
vivo
é
auto-regulado.
O
feedback
é
a
forma
natural
usada
por
todos
os
seres
vivos
no
controle
das
suas
funções
orgânicas,
ou
habilidades
motoras
em
geral. Todos
os
seres
vivos
"aprendem"
por
meio
do
mecanismo
dos
reflexos
condicionados,
seja
a
associação
de
um
sinal
indiferente
qualquer
à
uma
função
orgânica,
chamado
de
condicionamento
clássico,
reflexo
condicionado
de
Pavlov.
Hoje
falamos
também
em
condicionamento
operante
de
Skiners
ou
condicionamento
por
tentativas
sucessivas.
Os
seres
humanos
não
fogem
dessa
regra. O
aprendizado,
na
maioria
das
vezes
é
subliminal,
inconsciente, sem
que
saibamos
que
estamos
fazendo
isso,
assim
apreendemos
modificar
uma
função
usando
a
informação fornecida
pela
própria função.
Até
mesmo
o
andar
ereto
é
um
aprendizado
por
tentativas
auto-reguladas.
O
cérebro
usa
os
sinais
enviados
pelos
músculos,
associados
aos
sinais
enviados
pelo
"labirinto"
(parte
do
ouvido
interno
que
regula
o
equilíbrio),
produzindo
assim
a
coordenação
motora.
A
criança
pequena
cai
e
se
levanta,
cai
e
se
levanta,
até
aprender
andar
ereta
com a
coordenação
adequada,
integrando
assim
os
complexos
elementos
da
coordenação
motora.
Outro
exemplo
prático,
muito
simples
de
feedback,
é
a
forma
como
aprendemos
andar
em
bicicleta, aprendemos
manter
o
equilíbrio
com
o
próprio
movimento
que
fazemos
para
equilibrar,
e
tudo
isto
acontece
de
forma
não
consciente,
usando
o
mecanismo
"automático"
de
regulação
cerebral
(memória
celular).
De
forma
técnica,
esse
aprendizado
de
auto-regulação,
pode
ser
realizado, ou
facilitado
intencionalmente,
por
meio
de
exercícios
ou
de
equipamentos
adequados
que
ajudam
acelerar
o
treinamento
de
algumas
habilidades,
ou
o
controle
de
algumas
funções.
Várias funções do
nosso
organismo
podem
ser
monitoradas
por meio
de suas
respostas
fisiológicas,
segundo
o
sistema
correspondente,
tais
como:
temperatura
corporal,
resistência
elétrica
da
pele,
batimentos
cardíacos,
nível
das
ondas
cerebrais
etc..
O
biofeedback
é
a
técnica
que
ensina
às
pessoas usarem
os
recurso naturais
do
aprendizado
de
modo
intencional,
valendo-se
de
sinais
fisiológicos
captados
por
monitores
eletrônicos.
Hoje
a
medicina,
o
esporte,
a
psicologia
e
outras
disciplinas,
já
utilizam
esses
recursos
amplamente. Até
mesmo
os
praticantes
de
meditação,
vem
se
beneficiando
com
o
uso
do
biofeedback.
Como
funciona
o
Biofeedback
na
meditação
e
no
desenvolvimento
pessoal?
Como
vimos, o
biofeedback
atua
modificando
o
funcionamento
de
um
sistema,
utilizando
a
informação
da
resposta
do
próprio
sistema.
Quando
Hirai
e
Kasamatsu, 1969,
constatou
que
os
praticantes
de
Yoga
e
os
meditadores
Zen,
podiam
regular
os
seus
batimentos
cardíacos
voluntariamente,
e
também,
conseguiam
manter
a
freqüência
de
suas
ondas
cerebrais
estáveis,
surgiu
a
idéias
de
ensinar
às
pessoas
obterem
esse
controle
por
meio
do
biofeedback,
sem
passar
pelo
longo
treinamento
da
praticante
dos
métodos
orientais
(J.
Kamiya).
Hoje
o
biofeedback
é
uma
técnica
amplamente
utilizada,
ajudando
os
pacientes
no
tratamento
de
diversos
transtornos
comportamentais,
e
até
mesmo na
recuperação
dos
movimentos
perdidos
por
lesões
cerebrais.
Agora
os
equipamentos de
biofeedback,
fazem
parte
do
arsenal
médico
em
centenas
de
hospitais
americanos,
auxiliando
os
paciente
na
recuperação
de
funções
ou
no
controle
da
dor,
ansiedade,
estresse
e
diversos
sintomas.
Os
pioneiros
no
uso
do
biofeedback.
Os
pioneiros
no
uso
clínico
do
biofeedback
foram
os
médicos:
Joe
Kamiya,
Elmer
Green
e
Bárbara
Brown,
eles
usaram
monitores
de
ondas
cerebrais,
medidores
da
resistência
elétrica
da
pele,
temperatura
corporal
e
a
tonalidade
dos
músculos. Eles
treinaram
os
seus
pacientes
na
auto-regulação,
obtendo
com
isto,
resultados
muito
bons
no
tratamento
de
diversos
transtornos
psicossomáticos,
tais
como:
dores
de
cabeça,
ansiedade,
depressão,
asma,
etc.
.
Após
os
primeiros
resultados
positivos
confirmados
por
diversos
especialistas,
essa
técnica
se
difundiu
rapidamente
nos
Estados
Unidos,
e
em
outros
países. O
grande
sucesso
no
uso
clínico
do
biofeedback
popularizou
este
método
entre
os
leigos,
principalmente
entre
os
interessados
em
melhorar
sua
performance
pessoal
na
meditação. Os
leigos
conquistavam
assim
os
recursos
alcançados
pelos
meditadores
Zen
e
praticantes
de
Yoga
de
forma
ocidentalizada
(muito
rápida),
sem
passar
pelo
longo
período
de
treinamento
dos
métodos
orientais
que
exigem
muito
esforços.
Nossa
experiência
pessoal
com
o
biofeedback.
Nossa
experiência
pessoal
com
o
biofeedback,
teve
início
na
década
de
70,
nessa
época,
morávamos
no
Uruguai,
foi
quando
desenvolvemos
esse
trabalho
em
parceria
com
o
meu
amigo
Alberto
Maier. Maier
era
especialista
em
informática
e
meditador
Zen,
um
de
seus
irmãos
era o
Ministro
da
Industria,
e
o
outro
irmão
era
o
Adido
Militar
do
Uruguai
nos
Estados
Unidos,
isto
nos
facilitou
muito
o
acesso
à
informação
dos
americanos
sobre
esses
aparelhos.
Fizemos
os
primeiros
testes
de
avaliação
com
esses
aparelhos
com
um
grupo
de
alunos
do
Instituto
Uruguaio
de
Parapsicologia,
contando
com
a
valiosa
colaboração
do
Dr.
Aquiles
Torrá,
médico
cardiologista
e
especialista
em
equipamentos
de
elétro-medicina;
eu
também
tinha
experiência
em
eletrônica,
há
vários
anos
eu já
trabalhava
com
a
técnica
do
Eletro-Sono
(Esta
técnica
foi
desenvolvida
por
Guilliarosky,
na
antiga
URSS),
introduzida
no
Uruguai
pelos
médicos
Taragano
e
Genis,
este
último
era
o
diretor
do
Sanatório
"El
Prado",
onde
eu
trabalhava
como
psicólogo
e
hipnoterapeuta.
Pelos
meus
conhecimentos
de
eletrônica
eu
cuidava
também
do
serviço
de
eletro-sono-terapia
e
eletro-convulsivo-terapia).
Em
1976,
Alberto
Maier
e
eu,
começamos
um
treinamento
pessoal
com
o
biofeedback
de
ondas
cerebrais,
ao
mesmo
tempo
comecei
treinar
alguns
pacientes
na
minha
clínica
particular,
em
Montevidéu.
Como
eu
era
o
diretor
do
Instituto
Uruguaio
de
Parapsicologia,
iniciamos
ao
mesmo
tempo
uma
pesquisa
paralela
com os
alunos
do
instituto,
procurando
saber
se
o
treinamento
das
ondas
cerebrais
podia
melhorar
os
acertos
nos
testes
com
cartas
Zener
(alaremos
disso
em
outro
lugar)..
Anteriormente
eu
tinha
constatado
que
durante
o
uso
do
eletro-sono,
as
pessoas
respondiam
às
sugestões,
como
se
estivessem
no
nível
sonambúlico
da
hipnose,
melhorando
também
os
acertos
nos
testes
Zener, alguns
anos
atrás
Guillermo
Pascal,
professor
dos
cursos
de
parapsicologia
no
Instituto
de
Estudos
Superiores,
havia
constatado
que
o
número
de
acertos
no
teste
Zener
aumentava
durante
o
Relaxamento
Autógeno
de
Schultz.
Este
foi,
de
um
modo
geral,
o
"background"
que
nos
permitiu
dominar
a
moderna
tecnologia
"Brain
Wave"
e
de "Luz
e
Som",
que
hoje
utiliza
sofisticados
aparelhos
computadorizados,
"Brain
Machine",
os
quais
produzem
estímulos
visuais
e
auditivos,
ajudando
às
pessoas
conquistarem
um
completo
relaxamento
muscular
e,
até
mesmo,
profundos
estados
meditativos,
facilitando
o
despertar
da
criatividade,
aprendizagem
acelerada
e
outros
estados
positivos.
A
abundante
literatura
e
sites
na
internet
confirmam
esse
sucesso.
.
Aqui
em
São
Paulo,
há
mais
de
doze
anos,
usamos
a
tecnologia
de
Luz
e
Som
,
introduzida
no
Brasil
pelo
Eng.
Arthur
Muscofian,
presidente
da
"Mega
Brain
do
Brasil"
®.
Ele
nos
forneceu
gentilmente
os
primeiros
equipamentos
usados
por
nós
aqui
no
CEPAL.
Ao
Arthur
agradecemos
publicamente,
neste
momento,
por
sua
valiosa
colaboração.
A
técnica
do
biofeedback
e
a
de
Luz
e
Som,
tem
a
mesma
raiz
de
origem
e
hoje
encontram
na
moderna
tecnologia
da
eletrônica
e
da
informática
sua
mais
poderosa
ferramenta.
Ambas
se
complementam, e
auxiliam,
na
conquista
de
bons
resultados
terapêuticos.
Embora
elas
não
substituam
as
técnicas
terapêuticas
psicológicas
convencionais,
ou
mesmo
as
não
convencionais,
tais
como
a
hipnose,
a
regressão
e
outras
terapias.
Elas
se
complementam.
Estes
métodos
eletrônicos,
reduzem
o
tempo
das
sessões
terapêuticas,
reduzindo
também
a
influência
do
terapeuta
no
processo,
sendo
possível
a
continuidade
do
tratamento,
ou
treinamento
como
seria
melhor
denomina-lo, executado
pelo
próprio
paciente
em
sua
casa,
ou
em
qualquer
outro
lugar,
com
o
devido
acompanhamento
profissional.
Essas
técnicas
podem
ser
usadas
de
forma
integrada,
e
alguns
equipamentos
já
trabalham
com
padrões
de
freqüências
que
facilita
a
indução
dos
estados
alterados.
Nos
estados
Unidos
esses
equipamentos
(Luz
e
Som)
são
vendidos
livremente,
com
a
aprovação
do
FDA
(Food
and
Drug
Administration),
mas
isto
não
significa
que
possam
ser
usados
indiscriminadamente.
Em
caso
de
uso
clínico, é
recomendável
que
seja
feito o
estudo
de
cada
caso,
por
um
profissional
competente,
médico
ou
psicólogo,
segundo
o
caso,
especializado
nessas
técnicas.
Com
esses
aparelhos
podemos
melhorar
o
déficit
de
atenção,
concentração,
memória,
e
ainda,
reduzir
a
ansiedade,
tensão
muscular,
estresse,
etc.
Geralmente
esses
aparelhos
não
tem
contra
indicação,
nem
efeitos
colaterais,
porem
os
fabricantes
dos
aparelhos
de
"Luz
e
Som"
recomendam
não
usar
esses
aparelhos
em
pacientes
portadores
de
epilepsia
foto-reativa.
Os
aparelhos
de
Luz
e
Som,
conhecidos
como
"Brain
Machines"
estimulam
os
padrões
de
ondas
cerebrais
por
meio
da
foto
estimulação,
diferenciando-se
assim
do
biofeedback.
BRAIN
MACHINE.
EVIDÊNCIAS
CIENTÍFICAS.
Mapeamento
cerebral.
 |
Mapeamento cerebral antes do relaxamento com Luz e Som.
|
|
Mapeamento cerebral após 20 minutos de relaxamento com Luz e Som (" brain machine"). |
Fotografia de uma demonstração do uso dos aparelhos de "Luz e Som", realizada no CEPAL. |
A dependência química também pode ser tratada com a técnica do biofeedback ou Luz e Som, com bons resultados. Uma frase que ouvimos freqüentemente, dita por pessoas que foram dependentes, e agora estão usando esses aparelhos, substituindo as drogas, é a seguinte:
"Se eu tivesse conhecido este aparelho
antes... nunca teria usado drogas!
É um barato!"
|
|