O QUE É CAPTAÇÃO? 

CAPTAÇÃO
DEFINIÇÕES E  FUNDAMENTOS. 

A Captação é um processo de interação inconsciente, comunicação ou ressonância,  no qual os conteúdos emocionais, ou psíquicos, interagem, ou são expressos durante um psicotranse de uma pessoa treinada, valendo-se de sinais subliminares ou intrapsíquicos,  tais como:  estímulos não verbais, percepções periféricas ou extra-sensoriais, ressonância de estados psíquicos (sem depender de informações sensoriais conscientes) etc..
  
A Captação Transe-Terapia é um processo terapêutico de grande intensidade dramática, no qual o sensitivo vive a história do paciente de uma forma intensa,  manifestando sem censura tudo aquilo que o paciente sente, ou  tem dentro de si sem verbalizar.  Desse modo, ao passar essa carga emocional pelo sensitivo, a pessoa captada se liberta desses conteúdos negativos, sentindo-se aliviada imediatamente, como se ela  (a pessoa captada) tivesse verbalizando tudo aquilo em uma intensa catarse. Mesmo que a pessoa captada não assista o que o sensitivo esta manifestando, o resultado positivo da captação é o mesmo. Cortando-se assim as "ligações  energéticas negativas" que interagem e interferem no corporal e comportamental, e que muitas vezes a pessoa  sozinha, por si mesma, não conseguem superar. 
Após a captação,  para a análise dos conteúdos, conscientização, ressignificação e orientação adequada,  o "paciente" é atendido pelo profissional que o assiste (psicólogo,  psicoterapeuta, psiquiatra etc.) que poderá usar o modelo terapêutico de sua preferência. 
Sendo assim a captação é uma técnica utilizada em terapia breve, não convencional, muito útil para aliviar distúrbios emocionais, tais como: fobias, depressão, estresse, traumas, síndrome do pânico etc.. 
Este procedimento é eficiente ainda em crianças muito pequenas, até mesmo em  recém nascidos, ou pessoas em coma profundo. 
A ação terapêutica da captação não depende da atitude do paciente captado. A captação pode ser feita mesmo à qualquer distância, por intermédio de uma pessoa que sirva de  "elo de ligação
 energética", seja: o pai, a mãe, o irmão, a irmã, o cônjuge ou uma pessoa amiga muito íntima. 
A ação terapêutica da captação é muito parecida àquela que acontece no processo regressivo da TVP, na regressão indireta e nas curas espirituais, nos quais os conteúdos parecem obedecerem a um simbolismo universal (arquétipos), vinculados às crenças e valores do paciente, ou do seu grupo familiar, ou social.
 
 Veja os exemplos em  Caso tratados. 

Reconhecimento da captação.
Esta técnica hoje já é conhecida internacionalmente, como sendo uma importante e  eficiente ferramenta no apoio aos profissionais das áreas psicológicas e médicas. Esta técnica não exclui nem substitui outras técnicas,  ela pode ser usada como elemento auxiliar em qualquer terapia, acelerando o processo terapêutico, independente do modelo utilizado, assim ela é complementar. Permitindo ainda, uma parceria muito significativa  entre sensitivo  e  técnico. Assim, a pessoa sensitiva passaria a ser um auxiliar de terapia, equiparado aos auxiliares de enfermagem, ou aos egos auxiliares (atores e atrizes) que colaboram  no psicodrama. 

A Captação  nos possibilita observar o processo de interação inconsciente,  e medir os resultados dessa terapia pelas resposta e atitudes positiva das pessoas captadas.  Podemos assim acompanhar o processo terapêutico, observando a eliminação de  sintomas, angústias  e depressões, facilitando a solução dos problemas comportamentais e a melhora nas relações familiares e sociais. 

A captação na literatura especializada.
Em 1994,  foi publicado na Alemanha o livro de autoria de Marina Spinu e Henry Thorau,  "Captação Trance-Therapie en Brasilien", Editora Reimer. Nesse livro é descrita a técnica e os fundamentos dessa terapia na visão de uma etno-psiquiatria acadêmica, com o rigor alemão.
 Esse trabalho permitiu introduzir essa técnica nos grupos de psicodrama de Berlim  e na Clínica de Terapia Familiar Sistêmica dirigida pelo Dr. Jakob Bosch, da Universty Medical School Basel, na Suíça.

A Captação-Transe-Terapia é um perfeito laboratório para o estudo das relações humanas, dentro de uma visão holística, integrado conceitos de disciplinas múltiplas, incluindo o extra-sensorial e a comunicação inconsciente, já antevista na idéia do inconsciente coletivo de Jung.

Para compreender esse processo adequadamente, precisamos rever os nossos conceitos  sobre a comunicação e o processamento da informação entre os seres vivos, desde o mais elementar sinal entre uma unidade viva, unicelular, até a complexa informação PSI ou ressonância de sinais e padrões de comportamentos complexos,  comumente conhecidos como incorporações ou dramatização do inconsciente. 
Estaríamos abrindo com a técnica da captação uma possibilidade de estudo controlado dos fenômenos produzidos pelo médiuns no espiritismo, passando pelo laboratório experimental da observação controlada, e ainda, ampliando a nossa compreensão do chamado efeito placebo, muito alem do puramente convencional dos estudos estatísticos.

AS INTERAÇÕES INCONSCIENTES SE REALIZAM EM DIFERENTES "NÍVEIS PSI", OBEDECENDO SEMPRE DETERMINADAS REGRAS DA INTERAÇÃO. UMA DELAS, A FUNDAMENTAL, É A EXCITAÇÃO DO CAMPO PSI, SEM A QUAL NÃO EXISTE INTERAÇÃO. 
SOMENTE CAMPOS EXCITADOS PODEM FAZER INTERAÇÕES ENTRE SI. 

  ESQUEMA DIDÁTICO DOS NÍVEIS DE INTERAÇÃO E COMUNICAÇÃO.
                                  
ELABORADO PELO PROF. EUDES ALVES

(Este esquema serve para ilustrar a idéia de interação entre os níveis imediatos e entre os níveis  possíveis que permitem interações. É somente um esquema provisória de ilustração e nada mais que isto. Eu ficaria muito grato àquelas  pessoa que pudessem  acrescentar qualquer idéia à respeito do mesmo).

        
( ESTA PÁGINA NÃO ESTÁ TERMINADA, AINDA ESTÁ EM CONSTRUÇÃO).
                                      
     Algumas páginas ainda estão em construção, pelo qual pedimos paciência e desculpas. 
       Trataremos de completá-las o mais rápido possível, na medida que o tempo nos permita.


ESTE ESQUEMA FAZ PARTE DA APOSTILA DO CURSO DE CAPTAÇÃO E, TEM POR OBJETIVO ILUSTRAR A COMPLEXIDADE DOS NÍVEIS DE COMUNICAÇÃO, ELE ESTÁ MUITO LONGE DE SER UMA EXPLICAÇÃO DEFINITIVA DO COMPLEXO PROCESSO DE INTERAÇÃO E COMUNICAÇÃO, MAS É UM MODELO MUITO ÚTIL PARA ILUSTRAR, DE FORMA SIMPLIFICADA, COMO NOS RELACIONAMOS COM O MUNDO EXTERIOR E COM O INCONSCIENTE.

                   REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO ESQUEMA DE INTERAÇÃO E COMUNICAÇÃO

 

(ANOTAÇÕES PARA UMA PESQUISA)

Quando falamos de mundo exterior estamos admitindo, antecipadamente, um mundo interior, do qual "confortavelmente" observamos tudo. 
O ser consciente que observa é o principio pré-estabelecido pela separatividade (sujeito/objeto). 
A separatividade é aquilo que a psicologia transpessoal sinaliza como a fonte do nosso sofrimento (UNIPAZ): A perda da unidade. 

O nosso conhecimento, desde o século XVI, se apóia nesse princípio: o dualismo cartesiano. 
EU penso, e se EU penso, EU existo. 
Eu sou a imagem de tudo.
"E criou Deus o homem à sua imagem; "  (Gen. 1.27). 
Descartes não tinha outra alternativa naquela época. Damásio hoje aponta o seu erro.
Mas eu também posso pensar que eu estou criando esse mundo, o psicótico faz isso, ele confunde, para ele também não existe separação. Seria isso conseqüência de  uma patologia?
Seria isso o estado oceânico da psicanálise? O estado oceânico seria o estágio do ego do bebê antes de tomar consciência da separatividade do peito materno segundo M. Kline? Teria isso há ver com o pensamento primitivo ou pensamento mágico, de Levy Bull?
Hoje podemos fazer algumas perguntas:
Como nos relacionamos com o mundo exterior?
Como nos relacionamos com o nosso corpo? 
Como nos relacionamos com os outros?
Como nos relacionamos com o mundo espiritual, ou  inconsciente coletivo, ou mente não localizada?
Poderiam as modernas máquinas usadas na neurociência identificar essa comunicação?

Do nosso trabalho de CAPTAÇÃO surge uma nova ferramenta: 
                               "A interação do inconsciente"

Fora dos sinais sensoriais, ou sinais transportados. 
O estudo da ESP pela parapsicologia aponta uma forma de comunicação atemporal. 
Da interação inconsciente talvez surja também um novo paradigma, que nos permita o estudo da mente não localizada, já sugerido por Gosswami em "Universo Autoconsciente". 

Uma breve história da captação.
Meu primeiro encontro com  a captação.

Por primeira vez,  o processo da captação,  foi introduzido na clínica médica pelo Dr. Eliezer Cerqueira Mendes, médico formado em 1957 pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia. O seu trabalho inicial com captação foi desenvolvido num Hospital do interior da Bahia, contando primeiro com a colaboração de sensitivos treinados no candomblé, nos centros de umbanda e centros kardecistas. Mais tarde o Dr. Eliezer Mendes integrou ao seu trabalho os sensitivos treinados  por ele, treinado-os com os recursos da hipnose e do psicotranse. Mesmo quando os sensitivos vinham de um treinamento espírita-religioso, o trabalho do Dr. Eliezer não era um trabalho místico. A preocupação do Dr. Eliezer Mendes era descobrir o porque do sofrimento humano, e muito especialmente como médico, aliviar esse sofrimento. 
Ele observou que algumas pessoas, consideradas "loucas", ficavam "boas" quando desenvolviam a "mediunidade". 
Os primeiros casos  tratados por ele,  foram publicando no livro:  "Personalidade Intrusa",  em 1974. Reeditado mais tarde pela Ed. Pensamento. Nesse trabalho inicial podemos observar como ele usa a palavra médium e mediunidade muitas vezes.
   Entre os  primeiros casos tratados, podemos destacar o caso de "Otávia" (Esse caso foi  transformado em filme  por Augusto César Vanucci, contando com  a brilhante  interpretação dramática de  Cássia  Kiss no papel de "Otávia")
Durante as suas crises, a  paciente "Otávia", revelou  um elevado grau de fenômenos ESP (percepção extra-sensorial),  despertando a atenção do Dr. Eliezer Mendes, que passa a valorizar essas manifestações como um possível recurso terapêutico, contrariando assim a opinião de seus colegas que interpretavam esses fenômeno como um sintoma patológico. 
(
Veja o livro "Contaminação Vibratória", 1996. Ed. Arte e Ciência. Nesse livro Eliezer C. Mendes relata a sua estória de estudante, desde o colégio primário até sua formatura em 57. Eliezer nos conta como ele, já médico formado, vem lutando para difundir essa poderosa ferramenta terapêutica, de grande valia no tratamento de inúmeros transtornos). 
Em 1976 o Dr. Eliezer instalou sua clínica em São Paulo, apresentando o  seu revolucionário e ousado método de terapia,  foi quando eu me deparei  com esse  procedimento tão incrível, provisoriamente denominado de captação ou  transferência de sintomas. Esse fenômeno era a mesma  "transferência de personalidade",  tantas vezes demonstrada por nós, nos cursos de hipnose que ministrávamos no Hospital "El Prado", em Montevidéu. Era a  mesma transferência de sintomas que Charcot chamou de "imitação histérica". Era o mesmo fenômeno que Oscar G. Quevedo chama de contágio psíquico. Agora  este médico baiano estava utilizado esse mesmo processo que ele chamou de captação, como um poderoso procedimento terapêutico, e com grandes resultados.  Nossa primeira atitude foi ficar com "um pé atrás"; supondo que estávamos frente à uma proposta "delirante",  maluca, como tantas outras que havíamos observado nas pesquisas de campo da parapsicologia. Centenas de casos,  pesquisados por nós anteriormente,  não passaram de mistificações inconscientes, e outros tantos não passavam de fraudes, simples truques de magia. Naquela época dirigíamos o Instituto Uruguaio de Parapsicologia, em Montevidéu, e tínhamos participado de inúmeros debates na televisão, e agora a nossa intenção era pesquisar alguns  casos de "paranormalidade" aqui  no Brasil, no chamado celeiro dos médiuns. Aqui esperávamos  encontrar, pelo menos,  um caso genuíno. 
Em uma viagem anterior (1972) tínhamos feito contatos com vários  parapsicólogos brasileiros.  No Rio de Janeiro fizemos contato com Mario Amaral e sua esposa, a médica  Gloria Maria do Amaral, visitamos também o Instituto do Dr. Gomes de Matos, na rua Alcindo Guanabara, e em São Paulo, visitamos as magníficas instalações do CLAP, na Anhanguera,  dirigido pelo  Pe. Quevedo (no Uruguai, o ex-padre Miguel Torres representava o CLAP, nós éramos amigos, ele ministrava aulas no nosso Instituto), em São Paulo, visitamos também o ex-padre Marcos Alija Ramos que dirigia uma escola de parapsicologia. Naquele tempo a parapsicologia estava longe ainda das universidades. Em São Paulo ainda, tivemos o prazer de conhecer o Frei Albino Aresi. Ele foi o primeiros a introduzir os sensitivos no trabalho clínico. O Frei Albino fundou o  Instituto "Mens Sana" com essa  finalidade, contando com o trabalho das sensitivas no auxilio dos "diagnósticos". Seus pacientes eram tratados com hipnose, eletro-sono, relaxamento e outros procedimentos já aceitos naquele tempo sem muita resistência. Em troca, o Dr. Eliezer C. Mendes, propunha um trabalho diferente, ele falava abertamente de "Parapsicologia Clínica", e fundou em Salvador o IBPC - Instituto Brasileiro de Parapsicologia Clínica,  passando os sensitivos a fazer parte do tratamento psicoterápico. Eliezer Mendes transformou a "sensibilidade paranormal" em um grande fator terapêutico, e a técnica da captação em um procedimento de cura e pesquisa. 
Mais tarde, em 1978, foi fundado em São Paulo o Instituto Richet, tendo por objetivo aplicar os recursos da mente e os procedimentos desenvolvidos por Eliezer C. Mendes, contando com a colaboração de vários profissionais médicos, psicólogos e uma equipe de sensitivos.
Em 1979 eu foi convidado a participar do Instituto Richet ministrando os "Cursos Avançados de Parapsicologia", baseado nos Programas dos cursos ministrados por nós em Montevidéu, integrando agora o que havíamos aprendido com Eliezer Mendes, a captação. Fomos incumbidos  ainda da preparação do material do Instituto Richet para o IV Congresso Mundial de Psicotrônica que iria acontecer em São Paulo no mês de julho, 1979, sobre a presidência do Dr. Jarbas Marinho, do Brasil, e do Dr. Zdnek Rejdak, de Praga, Checoeslováquia.
* Psicotrônica era o nome dado a parapsicologia  pelos pesquisadores do leste europeu e 
   URSS.


Em 1977, quando ainda trabalhávamos no Hospital Psiquiátrico "El Prado", em Montevidéu,  fomos convidado pelo Dr. Eliezer Mendes para assistir os trabalhos de captação, realizados na sua Clínica localizada na rua São Domingos, Br. Bela Vista, São Paulo.

DESCRIÇÃO DE UMA CAPTAÇÃO.
Uma sensitiva deitou-se num tapete macio, ao lado do paciente, tomou a sua mão,  respirou profundo algumas vezes, e logo, em poucos minutos, entrou em  estado de transe, e começou a falar como se ela fosse o próprio paciente, "imitando" até os menores gestos e  cacoetes dele. Assim ela exprimiu as queixas e os sintomas  daquela pessoa, com a qual  nunca esteve em contato antes. Sua expressão era cheia de  intenso dramatismo,  nem a melhor atriz do mundo seria capaz de reproduzir aquela dramatização. Conhecíamos há muito tempo, e muito bem, as dramatizações inconscientes produzidas por uma pessoa em hipnose... mas agora tratava-se de um procedimento de cura no qual essa dramatização tinha um valor diferente. 
Logo ao finalizar o transe da sensitiva, a pessoa captada declarou sentir-se aliviada de seus sintomas, e identificou os conteúdos manifestados pela sensitiva em transe, como sendo os seus sintomas. 
- "Isso é o que eu sinto"...  "Assim é como eu falo"... afirmou a paciente  com  absoluta convicção.
Aquilo parecia misterioso e fantástico. Como uma pessoa simples podia manifestar com tanta precisão e confiança os sintomas de uma pessoa que ela não conhecia? 

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CAPTAÇÃO, O PSICODRAMA DO INCONSCIENTE.
Nós conhecíamos muito bem os efeitos do psicodrama,  havíamos feito o nosso treinamento  com o  Dr. Rojas Bermudez...  mas isto aqui é muito diferente. Eu conhecia muito bem o trabalho de Moreno: o Psicodrama Moreno havia publicado um  trabalho sobre o hipnodrama, introduzindo a hipnose no psicodrama... mas isto aqui é  muito diferente. 
A sensitiva que colabora com esse médico baiano,  não é uma atriz treinada para representar um papel  de ego auxiliar, como acontece no psicodrama, essa  pessoa, que chamamos de sensitiva, foi treinada  somente na auto-hipnose para entrar em transe por si mesma, sua profissão anterior foi de manicura, ela é apenas alfabetizada, não tem outra  formação alem do treinamento de captação. Ao sair do transe, a sensitiva afirmou não se lembrar  daquilo que havia falado durante o transe, como se ela estivesse dormindo durante aqueles vinte minutos de "relaxamento". A sensitiva  não recebeu nenhuma instrução para dizer ou fazer qualquer  coisa, ela não recebeu nenhuma informação sobre a paciente, somente deitou-se ao seu lado e respirou fundo algumas vezes, e logo começou falar na primeira pessoa, como se ela fosse a paciente, expressando-se com grande intensidade dramática, manifestando as queixas e os sintomas daquela paciente.
Sugerimos ao Dr. Eliezer interpretar aquilo como um psicodrama inconsciente. Mais tarde, o Dr. Pierre Weil, titular da cadeira de psicologia transpessoal na UFMG,  após trabalhar  com o  Dr. Eliezer C. Mendes durante seis meses, no SINTE, em B. Horizonte, também propõe ao Dr. Eliezer a mesma idéia: A captação seria  um psicodrama parapsicológico.  
(O Dr. Pierre Weil escreveu dois trabalhos, não publicados, sobre a captação. Ele menciona  esses trabalhos em sua obra "A Morte da Morte", pag. 176. Editora Gente).

PSICOTRANSE, A NOVA PALAVRA MÁGICA.
De 1979 à 1981, trabalhei com ao Dr. Eliezer C. Mendes, no Instituto Richet, em SP, como já relatei, e juntos criamos uma palavra para denominar esses estados de transe, ou estados alterados de consciência, encontramos que a palavra mais adequada era  PSICOTRANSE
O Dr. Eliezer Mendes aceitou a nossa sugestão, incorporando esta palavra ao seu léxico terapêutico e, publicou um livro com esse título em 1982,  Ed. Pensamento.
Mais tarde o Dr. Eliezer passa a  denominar essa interação inconsciente de: "Contaminação Vibratória". Ed. Arte & Ciência, 1996). 
A ciência moderna afirma  que tudo no universo é energia e vibração, - onda e partícula. Esse é um dos pilares da ciência moderna.
Hoje voa pela minha cabeça um pensamento: Precisamos ressuscitar o Mesmer e pedir-lhe perdão. Ele foi tachado de charlatão por defender idéias semelantes no século XVIII. 

PSICOTRANSE DEFINIÇÃO.
Psicotranse é um momento na variação da consciência.
Psicotranse é uma transição da mente, entre os níveis da consciência  e o inconsciente. Nesse nível é possível que surjam múltiplas personalidades e interações inconscientes  complexas (captações de personalidades).   
 
A SENSIBILIDADE NÃO É DOENÇA.
 As pessoas sensíveis, sem treinamento, se queixam dos sintomas captados, como se fossem doenças que elas estariam padecendo... mas na realidade, elas não estão doentes, elas captam, e representam o sintoma dramaticamente. É a denominada dramatização do inconsciente excitado. 
O famoso doente imaginário de Moliére, seria um sensitivo desajustado que estaria assumindo os sintomas e doenças que ele na verdade não tem. Mas sua imaginação faz ele reproduzir os sintomas da doença  como real. A sensibilidade desajustada gera sintomas.
Os espíritas dizem que o que não entra por amor entra pela dor
Recentemente uma pessoa muito sensível,  nos procurou para o desenvolvimento da sensibilidade de captação, porque ela tinha freqüentemente picos de febre (41º graus), que logo desaparecia sem seqüelas. Em certa ocasião ela passou pelo ambulatório do HC e  assustou todo mundo com a sua febre maluca. Os médicos não encontraram nenhuma causa que explicasse sua febre. Hoje essa pessoa trabalha em nossa equipe como auxiliar de terapia, sem que se repetisse mais os episódios de hiper-termia.  
A medicina conhece inúmeros casos de "doenças" que desaparecem sem explicação, os religiosos geralmente explicam isso como sendo um milagre. Geralmente o milagre é o desconhecimento das relações dinâmicas dos processos inconscientes, os processos  córtico-vicerais como são denominados  na reflexologia pavloviana (veja Bikov, "Ël Trabajo de la Corteza Crebral". Ed. Lenguas Extrangeras, Moscou).

OS MILAGRES E A CAPTAÇÃO.
Os milagres seriam processos inconscientes desconhecidos. Eles podem acontecerem mais freqüentemente do que imaginamos, independentes de qualquer crença religiosa.  As crenças, quando fundamentada em uma simbologia inconsciente adequada, polariza de forma positiva o rapport*, o que aumenta a força facilitadora do processo curativo.  
    * (Rapport é a relação básica para conseguir a  hipnose. É a relação entre o hipnotizador e o sujeito hipnotizado). 
O mecanismo fundamental de tudo isso, é a sensibilidade córtico-viceral que algumas pessoas possuem em alto grau; (27%  das pessoas são sensitivas natas, e podem desenvolver o seu potencial; 5 % possuem uma sensibilidade excepcional e vão alem do comum; da mesma forma, 5 % são refratários, e só conseguem algum resultado após muito treinamento (geralmente esses "refratários" rejeitam a priori os treinamentos);  35 % desenvolvem a sensibilidade com facilidade, com treinamento adequado; e o restante 28% pode usufruir dos exercícios de forma benéfica, superando o estresse, a depressão, melhorando a concentração e outros benefícios que geralmente são comuns em toda terapia, independente da técnica usada como sinalizou H. J. Eysenck (1971).

CAPTAÇÃO E RELIGIÃO
A Captação na Bíblia.

Encontramos na Bíblia um relato que serviria para ilustrar o mecanismo da captação. Em Mateus c. 8,  v. 14 ao17, podemos ler o relato que Jesus tomou a mão da sogra de Pedro, que estava em cama com febre, e a febre sumiu. E logo, no v. 17, diz que ele tomava sobre si as enfermidades dos outros. Jesus curaria tomando sobre si os sintomas (captando), sem ficar com esses sintomas, como acontece hoje com os sensitivos treinados.  Embora
algumas sensitivas, sem o treinamento adequado, se queixam  dizendo que ficaram "carregadas" depois de fazerem uma captação; porem outras aprendem lidar com esse mecanismo, e sentem um bem-estar muito grande. Tivemos sensitivas na nossa equipe que se sentiam magnificamente bem, depois de atenderem trinta "pacientes" sem interrupções, enquanto outras somente faziam umas poucas sessões e ficavam muito cansadas, como se tivessem realizado um grande esforço físico. Com  a continuação do treinamento estas passaram a realizar um número bem maior de sessões, sem queixas nenhuma.
(Temos centenas de fitas de vídeo, gravadas, desses atendimentos realizados no CEPAL, sendo a próxima etapa desse estudo, a análise estatística desse material).
EXTENSÕES E LIMITES DA CAPTAÇÃO.
Praticamente os limites da captação seriam os mesmos do inconsciente, os mesmos limites de PSI, muito alem dos limites das coordenadas tempo-espaço da nossa consciência sensorial. 

A captação transcende tempo e espaço. 

A informação contida na captação pode ser "retrocognitiva" (passado), "símul-cognitiva" (presente) ou "pré-cognitiva" (futuro). 
Embora, aparentemente pareça ser uma hiperestesia dos sentidos, ou uma leitura muscular, como no cuberlandismo, pelo simples fato que o sensitivo segura algumas vezes na mão do sujeito captado (mas isso não é necessário, o sujeito pode estar a quilômetros de distância do sensitivo). Já fizemos captações com o sensitivo em São Paulo e o paciente na Itália, o que demonstra que a captação transcende tempo e espaço.

LIMITE DE IDADE.
A captação não tem limites de idade. Temos casos de captações realizadas  durante a gestação, captação de bebês recém nascidos, alguns  prematuros, e de pessoas em idade muito avançada. 

O GRANDE SEGREDO.
A captação (interação do inconsciente) parece ser a essência de todo "trabalho espiritual". 
E também o grande segredo de todo trabalho bem sucedido, e ainda, a explicação de como o inconsciente age nos processos auto-punitivos, malogrando todo trabalho e esforço. 
Muitas vezes o inconsciente negativo (a sombra) aparece na captação interagindo negativamente, e de forma personificada, essa energia inconsciente, assume a autoria da ação negativa/destrutiva, como se fosse uma identidade maléfica, ela diz: 
            "Eu vou acabar com você"
, ou "Me mandaram acabar com você". 
Em muitos casos, mesmo que a pessoa se esforce, ela termina "dando murros em ponta de faca", como se ela fosse realmente dominada por essa "energia negativa", isto fica muito claro nas manifestações das personalidades intrusas, descritas por Eliezer Mendes em seus livros. 
A pessoa sozinha, por si mesma, não consegue vencer essa dificuldade, porque essa energia inconsciente atuaria de uma "forma circular", dentro do próprio sistema psico-emocional, onde os sentimentos de culpa estariam atuando como reforços da energia negativa (os semelhantes se atraem e se somam). A própria negatividade da pessoa alimentaria essa personalidade intrusa, ou sombra (como é denomina na psicologia analítica de C. G. Jung).
Na captação a ação catalisadora do sensitivo, "desgastaria" essas energias inconscientes, ou ressignificaria o evento traumático, como se diz na PNL, permitindo assim a pessoa reestruturar a sua vida profissional e afetiva de forma satisfatória.
 
Algumas pessoas teriam um efeito catalisador maior que outras, o que explicaria o chamado poder de cura dos médiuns, tão controvertido no passado, mas hoje já estudado em algumas universidades.
INDICAÇÕES DA CAPTAÇÃO.
Uma das indicações da captação-transe-terapia é o PTSD (síndrome do estresse pós traumático).
Quando o sensitivo revive a situação traumática, vivida pela pessoa captada, a tensão contida no episódio gerador do sintoma se dilui progressivamente, reduzindo a resposta emocional negativa. 

Assista  no site do Grupo Capta  o vídeo de uma sessão de captação, dirigida pelo Prof. Eudes Alves, durante o tratamento de uma vítima de assalto, no qual o noivo da paciente foi morto pelos assaltantes, e ela  sofreu também um ferimento de bala no abdome durante o assalto. 
A paciente, em conseqüência daquele trauma violento, sofreu uma profunda depressão pós traumática (PTSD) e foi tratada com sucesso no CEPAL com o procedimento da captação.  

http://www.captainconsciente.com.br

Obs. A pessoa tratada não esquece o evento traumático. Mas a carga emocional desse evento deixa de agir negativamente sobre a área cerebral responsável pelas emoções.

Veja também Curso de Captação-Trase-Terapia (CTT) , livros,   casos tratados.

         O processo de captação pode ser desenvolvido por qualquer pessoa, basta 
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