Hipnose Hipnose Hipnose
O QUE É HIPNOSE?               

A hipnose é uma técnica consagrada em trabalhos psicodinâmicos de terapia, treinamentos de habilidades e desenvolvimento pessoal. Quando usada adequadamente facilita as mudanças positivas na vida das pessoas. Todos podem aprender usar os recurso da hipnose em seu próprio benefício (auto-hipnose), sem depender de qualquer formação acadêmica. Toda hipnose é Auto-hipnose. Toda pessoa já usou a hipnose de forma direta ou indireta, sem saber que o que fazia era hipnose. A mãe quando sussurra a canção de ninar para tranqüilizar o seu filho, faz hipnose. O general arengando as tropas, faz hipnose. O político na tribuna,  faz hipnose. O pastor no púlpito, faz hipnose. O apresentador na TV, faz hipnose. O religioso rezando, faz hipnose. Hipnose não é só transe formal... Hipnose é comunicação e emoção. 
A hipnose não é sono. A pessoa hipnotizada sempre está no controle de todos os seus atos, embora às vezes, a pessoa hipnotizada, pareça  estar "inconsciente",  aparentemente dormindo, "sem se lembrar de nada" ao sair do transe (amnésia pós hipnótica)...  Mas na  VERDADE...  a pessoa hipnotizada, lembra de tudo, e realiza somente aquilo que sua parte moral lhe permita realizar. Toda emoção intensa é hipnose. As alterações da personalidade, induzidas no estado hipnótico, são simples "representações dramáticas", e podem ser reproduzidas em estado de vigília (ondas cerebrais Beta) pela maioria das pessoas, como se fosse um ator representando um papel. Na verdade os bons atores representam em estado de hipnose, excluindo tudo o que for alheio ao seu papel (atenção seletiva). Até mesmo a anestesia pode ser obtida em total estado de vigília.  A hipnose não é perigosa, nem prejudicial. A hipnose é muito útil quando usada corretamente por um profissional competente. 

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  UMA BREVE HISTÓRIA DA HIPNOSE.

A  hipnose vem sendo  usada pelo homem desde tempos remotos,  povos  antigos como os  Egípcios, Caldeus, Hebreus, Babilônicos, Gregos e muitos outros já faziam uso dela. 

Podemos encontrar na Bíblia uma clara referencia à uma indução hipnótica, ali está escrito:

         "Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; 
           e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar
"; 
                                                              (Gênesis capítulo 2, versículo. 21).

                          Não é isto por acaso, uma descrição do uso da hipnose em cirurgia?

   Alguns  papiros e gravuras, encontrados em escavações arqueológicas,  descrevem  
   com detalhes o uso da hipnose na medicina do antigo Egito. 

No passado pensava-se  que a hipnose fosse produzida por um poder misterioso, um "dom sobrenatural", reservado  somente à  pessoas escolhidas... Mas, hoje sabemos que a hipnose faz parte do comportamento psicodinâmico normal do homem. Mesmo sendo a hipnose um "estado sui generis", aparentemente muito especial, ela não se diferencia da fisiologia dos estados emocionais comuns, como veremos mais adiante.

HIPNOSE

O começo de uma história.
No século XVIII, o médico austríaco Franz Anton Mesmer "defendeu a tese" que a hipnose era produzida por  um "fluído universal"  (energia),  do qual faziam parte todas as coisas do universo. Ele denominou  esse fluido de "magnetismo animal", devido às características de  atração e repulsão, semelhante ao magnetismo mineral, comparando-o ainda com o fluxo e refluxo  das marés, influenciado pela força da lua; segundo ele afirmava nos 27 aforismos,  publicados  em 1779, logo que ele chegou em Paris,  a sociedade francesa o acolheu  de forma calorosa. A própria rainha da França, Maria Antonieta, passou a freqüenta a sua clínica, e d' Eslon, o decano da faculdade de medicina, deu seu apoio total à Mesmer.  Pela influência deles, o rei  Luis XVI nomeou, no dia  11 de outubro de 1785,  uma comissão de notáveis para investigar o tal magnetismo animal, proposto por Mesmer, fazendo parte desta comissão: o químico Lavoisier, o físico Franklin, o inventor Guillotin, 
Le Roy, Baily e o médico Jussiue. Mas, a teoria do magnetismo animal não pôde ser confirmada pela comissão investigativa, e por isso Mesmer foi destratado e considerado um charlatão. Porem, Jussue, o médico nomeado pela Real Academia de Medicina para fazer parte dessa comissão, se negou assinar o relatório, alegando que: "mesmo que  não houvesse evidência de um fluido magnético, as curas que aconteciam ali, na clínica de Mesmer, eram verdadeiras". 
Mesmer, desgostoso com o veredicto, volta para sua terra natal, onde foi  procurado por médicos nomeados pelo imperador da Prússia e pelo  Czar  da Rússia, respectivamente,  que levam para aqueles paises o ensinamento do novo método de cura, sem  se preocuparem com o veredicto da comissão "científica" que condenara à Mesmer.
Mesmer morreu pobre, em 1815, em Weiler, às margens do lago Constanze, sua terra natal, sem alcançar o seus sonhos de ser reconhecido como o descobridor do novo método de cura: a hipnose. Porem hoje, todos conhecem, e reconhecem a hipnose como: uma poderosa ferramenta de uso clínico. 
Mesmer  estava 200 anos à frente do conhecimento de sua época, seu erro foi  pensar  que o universo era composto de uma única energia, e que essa energia se modifica segundo a vibração (freqüência), como hoje é admitido pela ciência atual.  Isto dificultou formular naquela época  uma teoria mais adequada para o estado fisiológico da hipnose. Naquela época não era conhecida ainda a fisiologia do sistema nervoso, e muito menos a bioquímica. Não havia nada que pudesse explicar aquele método de cura. Mesmer, na verdade, procurou uma explicação universal para a doença e a cura, integrando  o "cósmico" e o biológico, o que hoje alguns chamariam  de visão holística.

O sonambulismo

Os discípulos de Mesmer se organizaram na França, formando a Sociedade da Harmonia, com a finalidade de dar seguimento ao procedimento de cura introduzido por Mesmer.  Em certa ocasião,  um discípulo de Mesmer,  Armand Marc Jacques de Chastenet  marquês de Puysegur, quando tratava um camponês analfabeto, chamado Vitor Race, se deparou com um estado de transe diferente dos dois estados conhecidos na clínica de Mesmer. Vitor Race falava com mais lucidez durante aquele estado, e parecia manifestar conhecimentos de uma pessoa culta. Vitor descreveu o seu estado patológico com luxo de talhes, e fez indicações para o seu tratamento. Puységur, maravilhado com a sua descoberta, chamou aquele estado de sonambulismo artificial (ou sonambulismo lúcido), atribuindo-lhe a capacidade de aumentar a lucidez do sujeito, tornando-o capaz de ler o pensamento de outras pessoas, descobrir coisas ocultas etc. (1807). Puysegur mudou o enfoque do fluido magnético para um enfoque psicológico: a influência da vontade (Recherches Physiologique sur l´homme dans l´état de somnambulisme, 1811)
O público maravilhado lotava os salões para assistir  as demonstrações dos magnetizadores e seus sonâmbulos. Com isto o mesmerismo saia do âmbito médico para entrar no mundo dos espetáculos. O sonambulismo, descoberto por Puységur, levantava um outro véu dos fenômenos da mente: a comunicação não verbal, que naquela época foi denominada de transmissão do pensamento (sobre isto falamos em outra parte deste site).  
Assim o sonambulismo passou a substituir a idéia do magnetismo animal, centrando-se na idéia do fenômeno mental (psicológico). 
 
O abade Faria.
Em 1813, surgiu em Paris, o abade José Custódio Faria, um português criado em Goa, na Índia, ele fazia demonstrações públicas com a finalidade de desmoralizar o magnetismo animal de Mesmer.. 
Faria atribuía  o "transe magnético" à uma maior ou menor fluidez do sangue no cérebro. O abade produzia a hipnose por meio de uma ordem imperativa: Durma! e a pessoa "dormia". Acorde! e a pessoa voltava ao estado normal.  As pessoas executavam diversos atos por meio de uma simples ordem verbal. Elas  representavam papeis sugeridos durante esse estado. Faria foi o primeiro "hipnotizador teatral" a empolgar as platéias com a hipnose.  Mas sua fama durou pouco. Faria caiu em desgraça quando um ator cômico, simulando estar em estado de transe, por ele induzido, fazia gestos  para a platéia que ria estrondosamente quando o desavisado abade ficava  de costas para ele, sem  se perceber dos seus gestos cômicos. 
Muito se valorizou a idéia de Faria que pretendia combater o mesmerismo com a idéia da fluidez do sangue no cérebro. Na época as sangrias estavam na moda, e o abade Faria sugeria que elas facilitavam  o transe. 

O mesmerismo como terapia.
Os seguidores de Mesmer se sentiam na obrigação de difundir o mesmerismo. O barão de Du Potet iniciou o médico inglês Elliotson, na prática do mesmerismo,. Eliotson funda na Inglaterra o primeiro hospital dedicado ao tratamento mesmérico, e publica em 1843 "Zoist", a primeira revista especializada sobre o mesmerismo e suas aplicações na medicina.  Por sua vez, outro médico inglês, J. Esdaile,  destacado na Índia, comunica à Academia Britânica de Medicina, a sua experiência pessoal com o mesmerismo,  praticando 3000 intervenções cirúrgicas sem dor, usando o estado mesmérico como anestesia.
Em  1842, foi a vez do cirurgião inglês James Braid, redefinir e "rebatizar" a hipnose. 
Durante uma demonstração de mesmerismo, realizada pelo francês Lafontaine, Braid foi convidado à examinar um sujeito, em transe mesmérico, e constatou que aquele paciente não sentia dor ao introduzir-lhe uma agulha embaixo da unha, enquanto o seu amigo Wilson, que era oftalmologista, observou que os olhos daquele paciente estavam entornados para dentro e para cima, e não apresentavam o reflexo palpebral. 
Ao retornar à sua casa, Braid fez uma experiência, pediu que a sua esposa, e mais um auxiliar seu, olhasse fixamente para um objeto brilhante e, acabo de poucos minutos, os dois sujeitos entraram num estado semelhante ao produzido por Lafontaine. Ele considerou aquele estado um sono artificial, produzido pelo cansaço do nervo óptico. Braid denominou esse estado de Neuro-hipnotismo. Braid publica em 1843, suas observações com o título: "Neurypnology or the Rationale of Nervous  Sleep" . Assim o hipnotismo surgiu com um novo vigor e nova roupagem. 

Novamente na França.
Azam, de Bordeaux, em 1859, traduz para o francês a obra de Braid, reativando assim o interesse dos médicos  franceses pelo estudo do hipnotismo. O cirurgião Brocca passa a fazer uso do hipnotismo como anestesia em diversas cirurgias. Por sua vez  o grande  neurologista francês Jean-Martin Charcot, introduziu  o estudo do hipnotismo no hospital da Salpetriére, induzindo as suas pacientes "histéricas" ao transe por meio de estímulos fortes, tais como: uma batida de gongo, um feixe de luz  de um arco voltáico, repentinamente aceso frente aos olhos da paciente, ou uma fricção no vértice da cabeça, uma compressão forte de um ovário etc. 
Chacot  pensava  que a hipnose fosse um estado patológico, produto da histeria, "doença" que ele havia descrito com luxo de detalhes. 

Charcot dividia a hipnose em três estados bem diferenciados:
a) 
letargia, o paciente apresenta uma total  flacidez muscular. 
b)  catalepsia,  o paciente apresenta uma forte rigidez muscular. 
c)  sonambulismo, neste estado  o paciente reproduz atitudes e obedece as ordens sugeridas.

Tudo é sugestão.
Coube então, a outro médico francês, Henry Bernheim,  professor de medicina em Nancy, demonstrar que a hipnose  não era um estado patológico como postulava Charcot, mas era um estado psicodinâmico normal,  produzido pela sugestão, e que as pessoas quando mais inteligentes e  normais sejam,  melhor e mais facilmente entram em hipnose profunda. Demonstrou também que os três estados descritos por Charcot,  eram produtos da sugestão. 

Respostas fisiológicas.
Em 1886, Beaunis, professor da escola de medicina de Nancy, publica suas  pesquisas sobre o sonambulismo, sendo o primeiro em realizar  medições de varias  respostas fisiológicas durante o transe hipnótico.  Junto com Alfred Binet, Beaunis, pesquisou também as alterações da personalidade e os automatismos psicológicos induzidos.

Freud e a hipnose.
No final do século XIX, um médico de Viena,  Sigmund  Freud, junto com seu  colega J. Breuer, passam a  usar a hipnose como procedimento terapêutico.  Após ter feito um estágio com Charcot, na Salpetriére, e mais tarde com  Bernheim, em Nancy,  Freud passou a tratar os seus pacientes com a hipnose, procurando  que os pacientes, durante  o transe hipnótico, "voltassem a reviver", ou lembrar, os episódios (traumas)  geradores daqueles sintomas, e assim conseguia uma rápida remissão dos sintomas.

Regressão hipnótica. 
Hoje poderíamos chamar aquele procedimento de Freud, de "regressão de memória", embora Freud preferisse chamar de catarse, mas na verdade, ele estava naquele momento, usando  uma técnica de regressão hipnótica.
Mais tarde, o próprio  Freud desenvolveu um novo  método de cura, modificando o seu método inicial que se apoiava na hipnose. Neste novo método,  denominado  Psicanálise, a hipnose é substituída pela associação de idéias e pela interpretação dos sonhos (1900), deixando  de lado o uso da hipnose ( veja Milton Kline, "Freud y la Hipnosis". Editora  Paidos ).

A FISIOLOGIA DO SONO E DA HIPNOSE.
Enquanto isto, na Rússia, o grande fisiologista Ivan Petrovich Pavlov, demonstrou por meio do estudo dos reflexos condicionados (associação de um estímulo indiferente luz, som etc. a uma função fisiológica ativada), que a hipnose é uma forma de resposta do sistema nervoso central, comum ao homem e  aos animais, e nada tem de misterioso. Por sua vez, o seu discípulo Bikov  demonstrou também que todos os órgãos internos  respondem ao mecanismo dos reflexos             condicionados ("El Trabajo de la Corteza Cerebral", Moscou). Por sua vez  K. Platonov, outro discípulo de Pavlov, demonstrou que a palavra (no estado hipnótico) podia modificar  as funções de todo o  organismo, corrigindo e alterando os reflexos  condicionados. Isto tornou possível o controle  das funções dos órgãos internos por meio  do treinamento reflexo e da hipnose ("La Palabra como Factor Fisiológico y Terapeutico", Moscou, 1930, reeditado em 1958).   
No começo, Pavlov, erroneamente,  chegou também a  pensar que a hipnose fosse uma "inibição  cortical" semelhante ao sono. Naquela época a  fisiologia dos mecanismos cerebrais ainda não era bem conhecida, e muito menos  a bioquímica do sistema nervoso (que só passa a ter importância a partir da década de 50, após a descoberta dos neurotransmissores). Mas, mesmo assim,  a "reflexologia pavloviana" abriu uma enorme possibilidade de pesquisa sobre os mecanismos neurofisiológicos da hipnose, demonstrando de modo inquestionável  a realidade da resposta hipnótica e o seu valor terapêutico.  O livro de Platonov foi, e continua sendo até hoje, 2005, um clássico obrigatório no uso da hipnose.

O estudo moderno da hipnose.
A partir da década de 50, médicos e psicólogos  americanos  começam estudar a  hipnose  mais profundamente. Eles estudaram o comportamento das pessoas em hipnose, mediram a  atividade elétrica cerebral,  e  chegaram assim  a  compreender melhor a natureza psico-dinâmica da hipnose. Destacando-se os trabalhos   dos doutores:  Clark Hull,   Davis & Husban, André M. Weitzenhoffer, Le Cron, Bordeaux,  Milton V. Kline, Wolberg  e Milton Erickson, este último considerado o criador da  "Hipnose Moderna" ou "Hipnose Ericksoniana"  como é denominada e difundida hoje  em dia.

Hoje sabemos que a hipnose não é sono,  mas, se  assemelha muito com a atividade REM
 (o sonhar), estando muito próximo da ensonhação, da meditação e dos estados alterados de consciência, estados estes, amplamente estudados na técnica do biofeedback  (veja mais sobre esta técnica neste site). 

A hipnose e o cotidiano.
Hoje sabemos também que a hipnose faz parte da vida psíquica normal do homem. A hipnose  não é patológica nem perigosa. Toda comunicação é hipnose. Toda emoção intensa é hipnose. "A hipnose é um estado emocional intensificado  (emoção estabilizadora ou alteradora) ,  usado por todas as mães desde o nascimento de seus filhos"  ( Galina Solovey e Anatol Milechnin, "El Hipnotismo de Hoy"). A hipnose é comunicação de idéias, ela está presente em toda  comunicação humana. 
"Tudo é hipnose, nada é hipnose" ,
  diz Richard Bandler e John Grinder. Toda hipnose é auto-hipnose. Ninguém pode ser hipnotizado contra a sua vontade. A pessoa hipnotizada  está sempre no comando. O hipnotizador é um mero instrutor que ensina às pessoas trabalharem com os seus estados alterados de consciência (Charles Tart), estados emocionais intensificados (Galina Solovey),  ou  psicotranse  (Eliezer C. Mendes).

A hipnose obedece a fisiologia das emoções básicas, reguladas pelo sistema límbico e pela resposta neurovegetativa (simpática/parasimpática).

 AS EMOÇÕES BÁSICAS
As emoções são compreendidas segundo a classificação de Hess, como:
       a)  Emoção ergotropa (emoção alteradora),  é aquela que prepara o indivíduo para a  luta  ou a fuga;  ela está vinculada as reações  do sistema nervoso simpático.                  
       b)  Emoção trofotropa (emoção estabilizadora), é aquela que prepara o indivíduo para o  repouso e  a assimilação das  energias reparadoras do organismo; ela está vinculada as  reações do sistema nervoso parassimpático.

INDUÇÃO À HIPNOSE
O estado hipnótico pode ser induzido por estimulações fortes:  
                                     susto, entusiasmo, agitação, dança, etc.
  
ou por estimulações suaves e rítmicas: 
                                     música, relaxamento, meditação, etc..

NEUROFISIOLOGIA DA HIPNOSE
A hipnose está  vinculada ao sistema límbico  e ao hipotálamo ( centros cerebrais  que regulam as emoções básicas e a memória), interagindo com todas as funções do organismo, através do sistema simpático e parassimpático, tendo  ainda a participação das áreas corticais específicas referente à cada função seletiva.

Hoje as técnicas modernas da EEG (eletroencefalografia), mapeamento cerebral, e do TEP (termógrafo de positrons), confirmam a natureza psicodinâmica e neurofisiológica da hipnose. Muito diferente, por certo, do estado de sono que antigamente  pensava-se que fosse a hipnose.  A hipnose não é sono, mas se assemelha muito ao estado de sono paradoxal (sonhos), onde estão presentes as ondas cerebrais lentas, ritmo alfa e teta, comum aos estados meditativos da yoga e do zen, embora seja diferente destes como demonstrou H. Benson. Durante a hipnose existe uma certa sintonia entre os padrões da atividade elétrica cerebral  do hipnotizador e os da pessoa hipnotizada (o espelhamento da PNL) , isto é mais evidente no chamado processo de captação (interação inconsciente ou trans-identificação)
. Esta sintonia favorece muito a indução.

Ver "O que é Captação?",  Eudes Alves,   e   "Captação-trance -Therapie in Brasilien",  Marina Spinu e Henry Thorau. Editora Reimer. Berlim, 1994.

Mesmo que a hipnose tenha sido  desenvolvida inicialmente como um método de cura (Mesmer), ela por si só, não cura nada
A hipnose é uma emoção límbica, como qualquer outra emoção do nosso dia-a-dia. Sua utilidade na educação e  na reprogramação do comportamento supera qualquer outro procedimento, porque polariza a atenção de forma seletiva,  facilitando a programação do subconsciente. Por meio da hipnose podemos desenvolver as nossas habilidades naturais,
e desbloquear  as nossas energias represadas, liberando assim o nosso potencial  inconsciente, elevando nossa capacidade de otimização. 
        Todos deveríamos aprender usar este recursos desde criança.
         (Veja a nossa proposta de relaxamento para crianças).

A  hipnose é um estado natural que pode acontecer de forma espontânea, até mesmo em animais, ou induzida tecnicamente para fins específicos. 
Todo profissional da área da saúde deveria conhecer as possibilidades de uso da hipnose em sua área de atuação. 
Ensinar hipnose não significa ensinar fazer show, e sim, ensinar usar os recursos naturais da dinâmica cerebral.
HIPNOSE EXPERIMENTAL
A hipnose nos possibilita realizar experiências e medições controladas das respostas psicológicas e fisiológicas, sendo assim uma  ferramenta muito útil. 
O primeiro a pesquisar  esse recurso foi o psicólogo francês Alfred Binet, criador do primeiro teste psicológico de inteligência.

Demonstração realizada durante um curso ministrado pelo Prof. Eudes Alves.
ALTERAÇÕES DAS PERCEPÇÕES NA HIPNOSE
Uma experiência cientificamente comprovada, as Alucinações Positivas e  Negativas.
    
O Prof. Eudes Alves demonstrando a alucinação  positiva no estado de fascinação com  olhos abertos. (Fotografia realizada durante o Curso de Hipnose, ministrado no Hospital Escola de Rivera, Uruguai, 1960).
Por meio da hipnose podemos alterar as percepções, induzindo ilusões e alucinações positivas (ver, sentir ou ouvir o que não existe) ou alucinações negativas (deixar de ver, sentir ou ouvir o que existe) mesmo que a pessoa  mantenha  seus olhos abertos durante o transe hipnótico. 
O TEP (Termo-Emissor de Positrons) aparelho que registra as áreas de funcionamento do cérebro, confirma que  durante a hipnose  o cérebro atua de uma forma seletiva frente às induções hipnóticas. 
Os bons atores usam esse recurso do cérebro naturalmente, sem saber que estão usando o mesmo recurso da hipnose. 
A hipnose é uma "ferramenta" muito útil na educação, na psicoterapia, no desenvolvimento pessoal, no esporte e em muitas áreas do desenvolvimento de habilidades e recursos do nosso cérebro.
  
Como diz o Dr. Brian Weiss: "A Hipnose é a habilidade de entrarmos em contato com a nossa capacidade de otimização e criatividade, vencendo nossos limites. A hipnose é a ciência voltada para a expansão do potencial humano" .
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 "Valentia científica frente às câmeras de TV", diz o jornal "El Pais" de Montevidéu, em 1963.

 

Nesta foto vemos o Prof. Eudes Alves demonstrando a hipnose  no programa "Conozca sus Derechos" no canal 10, Saeta. 
O Prof. Eudes foi o primeiro a demonstrar a hipnose, em um experimento controlado, frente às câmeras de TV, ao vivo.

 

O Dr. Reis Sinta conversa com a pessoa que foi hipnotizada investigando as suas reações.

INDICAÇÕES DA HIPNOSE
A hipnose tem múltiplas aplicações práticas, os nossos cursos visam treinar  pessoas para o emprego da hipnose, segundo a sua qualificação  profissional, desenvolvendo o máximo do seu potencial.

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A HIPNOSE NO ESPORTE              
   
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