Psicotranse 
|
|
O
QUE
É
PSICOTRANSE?
PSICOTRANSE
é
uma
palavra
"criada"
por nós
(Eudes
Alves
e
Eliezer
C.
Mendes)
em
1979,
para
designar
às
alterações
da
consciência,
em
qualquer
nível
ou
profundidade.
Diferenciando-se
assim
do
conceito
de
transe
mediúnico,
definido
por
Allan
Kardec,
que
vincula
o
transe
à
influência
dos
espíritos
dos
mortos.
Desta
forma procuramos
focalizar
mais
o
lado
psicológico
desses
estados
alterados
de
consciência
(idéia
que
Charles
Tart,
1972, também
desenvolveu
com
o
nome
de
EAC,
estados
alternativos
de
consciência).
Integrando
o
conceito
de
inconsciente
dinâmico
e,
resgatando
essa
importante
área
do
comportamento
psicológico,
que os
espíritas chamam
de
"animismo",
(por
ser
produzido
pela
mente
do
médium,
A.
Aksakof,
"Animismo
e
Espiritismo",
1890).
A
maior
parte
dos
espíritas,
atribuem
os
fenômenos
inconscientes
aos
espíritos
dos
mortos,
por
não
saber
lidar
com
o
espírito
dos
vivos,
porém
essas
manifestações,
muitas
vezes
classificadas
como
"fantasias",
são
muito
importantes
para
as
terapias,
seu
valor
está
muito
além
daquilo
que
o
próprio
Freud
atribuiu
ao
Id,
como
produto
da
repressão
.Como
veremos
mais
adiante.
O
PSICOTRANSE
é
um
momento
de
consciência,
qualquer
momento,
no
qual
aconteça
uma
modificação
do
nível
da
consciência;
seja
nos
estado
Beta,
Alfa,
REM,
hipnose,
ou
em
qualquer
outro
estado
alternativo.
Geralmente,
as
pessoas
não
percebem
as
modificações
dos
estados
alterados
de
consciência,
principalmente
quando
estes
acontecem
em
nível
Beta
(vigília),
outras
vezes
as
pessoas
tem
a
sensação
que
dormiram
e,
aparentemente,
não
lembram
do
acontecido
durante
esses
momentos
(semelhantes
à
amnésia
pós
hipnótica).
O
psicotranse
se
confundem,
de
certo
modo,
com
os
estados
de
ausências,
ou
estados
crepusculares,
tão
comuns
nas
disfunções
cerebrais
mínimas,
geralmente
vinculadas
às
epilepsias. Por
outro
lado,
esses
estados
em
nada
se
diferenciam
daqueles
denominados
de
"estados
superiores
de
consciência",
freqüentemente
vivenciados por
santos
e
místicos (veja
Pierre
Weil,
"Experiência
Cósmica
e
Psicose",
Ed.
Vozes).
Mais
sobre
P.
Weil
em
www.pierreweil.pro.br/Brazil.htm
Seriam
patológicas
as
modificações
da
consciência?
A
tendência,
desde
Charcot
até
a
atualidade,
é
ver
qualquer
modificação
da
consciência,
ou
do
comportamento,
como
sendo
um
estado
patológico. Lopez
Ibor,
famoso
psiquiatra
espanhol,
chega
a
classificar
Jesus
Cristo,
o
filósofo
sueco Swedenborg
e
o
poeta
Strindberg
como
doentes
psicóticos
alucinados. Atualmente
essa
atitude
generalizadora
da
psicopatologia
é
amplamente
contestada
pela
chamada
anti-psiquiatria
(
Laing,
Szasz
e
outros)
e
pela
psicologia
transpessoal
(
Weil,
Grof
e
outros).
Hoje
admite-se
as
variáveis
individuais,
e
também,
aceita-se
a
possibilidade
da
existência
de
estados
alterados
de
consciência,
estados
não
percebidos
nos
níveis
comuns,
sendo
considerados,
todos
eles,
estados
normais
e
alternativos
do
comportamento
humano.
As
alterações
(disritmias)
constatadas
no
EEG
dos
sensitivos,
médiuns,
estigmatizados
e
outros, deixa
bem
claro,
que
estas
alterações
não
são
patológicas.
Todas
as
pessoas
sensíveis
apresentam
alterações
EEG. Essas
alterações
desaparecem
com
a
meditação,
com o
treinamento
do
controle
das
ondas
cerebrais
(biofeedback),
com
o
eletro-sono.
O
mais
impressionante,
é
o
fato
observado
pelo
psiquiatra
Akstein
(citado
por
Eliezer
C.Mendes
em
comunicação
pessoal), ele
constatou
alterações
no
EEG
dos
sensitivos,
não
epiléticos,
durante
as
captações
de
pacientes
epiléticos.
Crisóstenes,
um
sensitivo
da
equipe
do
Dr.
Eliezer
Mendes,
sempre
que
fazia
uma
captação
de
um
paciente
epilético
manifestava
uma
convulsão
completa,
com
todas
as
características
clássicas
das
crises
convulsivas.
Crisóstenes
padecia
de
epilepsia
desde
criança.
Seria
fácil
reproduzir
uma
convulsão
se
ela
fossem
um
ato
voluntário,
mas
não
é.
Durante
a
convulsão
aparece
uma
clara
alteração
no
traçado
EEG.
Na
clínica
do
Dr.
Eliezer
Mendes,
nós
assistimos
vários
sensitivos
manifestando
convulsões
com
suas
fases
completas
durante
as
captações
de
pacientes
epiléticos,
sem
que
esses
sensitivos
registrassem
histórico
algum
de
disfunção
cerebral.
Recentemente
o
parapsicólogo
Konrad
Lindmeier,
publicou
uma
pesquisa
realizada
com
um
grupo
de
epiléticos
("A
Parapsicologia
e
a
Epilepsia
Numa
Visão
Junguiana",
Editora
EDUSF,
2002).
Ele
constatou
um
alto
índice
de
acertos,
usando
uma
variante
dos
testes
de
Rhine.
Ele
substituiu
as
cartas
Zener
pelas
ISAC-CARDS
(maço
de
cartas
formado
por
25
cartas
do
tarô
mitológico). Quando
essas
pessoas
eram
medicadas,
com
anticonvulsivos,
os
resultados
caiam
para
níveis
esperados
pelo
acaso,
deixando
em
evidência
a
estreita
relação
entre
a
fisiologia
cerebral,
as
ondas
cerebrais,
os
estados
alterados
de
consciência
e
ESP.
Estudos
recentes
vinculam
a
intuição
e
a
criatividade
à
predominância
de
áreas
cerebrais
específicas, atribui-se
uma
participação
diferenciada
ao
hemisfério
direito
do
cérebro.
1)
Sally
P.Springer
&
Georg
Deutsch,
"Cérebro
Esquerdo,
Cérebro
Direto". Ed.
Summus.
2)
Sperry,
"O
Pensamento
Lateral".
Por
outro
lado,
Pierre
Weil,
destacado
psicólogo
da
transpessoal,
sugere
que
a
percepção
da
realidade
seja
uma
função
dos
níveis
de
consciência
VR
=
F(EC).
Congresso
Mundial
de
Parapsicologia
e
Psicotrônica,
1979,
São
Paulo.
Mario
F.
Martinez,
da
Universidade
de
Tennessee,
USA,
defende
a
teoria
Bio-cognitiva.
Esta
teoria
considera
que
as
crenças
assimiladas
pela
cultura
de
origem,
a
biologia
e
a
história
social
do
individuo,
formam
um
campo
interacional,
o
qual
pode
ser
identificado
com
o
conceito
de
mente
não-localizada
da
teoria
quântica,
capaz
de
executar
interações
à
níveis
molecular;
eles
podem
modificar
os
mecanismos
de
defesa
do
organismo,
como
observou
McClelland
&
Kirshnit
em
Psychology
and
Healt,
pag.
31-52,
1988.
Hoje
os
neurocientistas
estudam
os
estreitos
vínculos
entre
consciência
e
fisiologia
cerebral,
ninguém
mais
pensa
que
a
consciência
seja
um
produtos
descartável.
Agora
eles
vem
a
consciência,
e
os
estados
alternativos,
como
áreas
legítima
de
investigação
científica
(veja
Michael
Persinger,
Tood
Murphy, António
R.
Damásio,
Joseph
LeDoux,
Daniel
G.
Amen
e
outros).
Secção
livros
.
Psicotranse
e
mapeamento
cerebral.
O
psicotranse
pode
ser
identificado
claramente
no
mapeamento
cerebral,
revelando-nos
os
níveis
de
consciência
e
os
estágios
diferenciados,
relacionados
aos
padrões
de
freqüência.
Este
é
um
caminho
muito
promissor
para
o
estudo
desses
estados
de
consciência.
Talvez,
um
dia,
compreenderemos
os
segredos
da
consciência,
descobrindo
como
ela
constrói
os
seus
"hologramas
psicológicos".
Enquanto
isto,
já
podemos
hoje,
integrar
a
dinâmica
do
psicotranse,
e
as
interações
inconscientes,
em
um
trabalho
prático
de
grande
eficácia
terapêutica:
a
captação-transe-terapia.
O
psicotranse
pode
ser
desenvolvido
por
treinamento.
Como
qualquer
outro
estado
hipnótico,
ele
é
absolutamente
natural
e
normal,
fazendo
parte
da
dinâmica
do
psiquismo
e,
como
todo
estados
hipnóticos,
não
tem
nenhuma
interferência
de
qualquer
força
sobrenatural.
Ele
pode
acontecer
muitas
vezes
espontaneamente
de
forma
inconsciente,
sem
que
as
pessoas
percebam
suas
alternâncias
de
personalidade,
alterações
de
humor
etc..
São
sintomas
de
outra
pessoa,
à
ela
ligada
emocionalmente.
Esses
sintomas
poderão
ser
físicos,
psicológicos
ou
comportamentais. Com
o
treinamento
as
pessoas
identificam
claramente
a
fonte
de
origem
desses
sintomas,
libertando-se
deles
sem
sofrer
indevidamente
Todo
estado
alterado
de
consciência
é
um
psicotranse.
Em
certa
ocasião,
no
Instituto
Richet,
uma
sensitiva
que
participava
do
tratamento
de
um
paciente
cleptomaníaco,
apareceu
com
um
colar
de
pérolas.
Ela
tinha
apanhado
aquele
colar
em
uma
joalheria,
perto
da
clínica,
sem
que
a
vendedora
se
apercebesse.
Colocada
em
transe,
ela
nos
contou
como
havia
realizado
aquele
ato
ilícito.
-
Ela
nos
disse:
"Eu
olhei
nos
olhos
dela
(da
vendedora)
e
peguei
o
colar.
Ela
não
disse
nada
e
eu
fiquei
com
ele! "
Rapidamente
fomos
até
a
loja,
para
corrigir
aquele
"ato
ilícito"
da
sensitiva,
procuramos
a
vendedora
e
pagamos
o
colar.
A
vendedora
se
mostrou
surpresa
porque
não
tinha
notado
nada
de
anormal
na
visita
de
sua
"cliente",
e
nem
tinha
notado
a
falta
do
colar
Certos
comportamentos
anti-sociais,
muitas
vezes,
são
interações
inconscientes,
verdadeiros
"contágios
psíquicos",
independente
da
vontade
de
quem
os
executa.
A
Bíblia
diz:
"Dí-me
com
quem
andas,
e
eu
te
direi
quem
éreis".
As
pessoas
sensíveis
muitas
vezes
assumem
comportamentos
e
sintomas
que
não
são
seus.
Geralmente
são
comportamento
atribuídos
à
"imitação",
ignorando-se
a
contaminação
inconsciente.
Muitas
pessoas
são
como
o
aço,
ficam
"magnetizadas"
com
a
influência
de
outras
pessoas.
Hoje
podemos
compreender
muito
bem
como
Mesmer,
no
século
XVIII,
se
sentiu
influenciado
com
a
idéia
do
magnetismo;
naquela
época
não
havia
outro
conceito
que
pudesse
representar
tão
bem,
essa
contaminação
do
inconsciente,
quanto
o
magnetismo.
A
captação
do
inconsciente
é
um
processo
natural
e
comum.
É
a
base
da
transferência
em
terapia.
É
o
mecanismo
básico
de
toda
relação
humana
(boa
ou
má).
É
a
sintonia
que
a
PNL
chama
de
Modelagem
e
Acompanhamento.
(
Veja
o
livro
do
Dr.
Eliezer
C.
Mendes,
"Contaminação
Vibratória"
,
Ed.
Arte
&
Ciência.
1996).
Embora,
ainda
hoje,
seja
muito
difícil
transmitir
a
idéia
dessa
interação
inconsciente,
ela
é
muito
familiar
para
nós,
lidamos
com
ela
desde
1979,
com
plena
consciência
de
sua
realidade
noética.
A
nossa
história
começou
quando
assistimos
um
cursos
ministrados
pelo
Dr.
Eliezer
Mendes,
em
abril
de
1979,
em
São
Paulo.
Após
esse
curso
fomos
convidados
por
ele,
e
pela
equipe
do
instituto
Richet,
para
ministrar
o
nosso
curso
de
"Parapsicologia
Aplicada"
(título
escolhido
para
o
primeiro
curso
ministrado
por
mim
em
São
Paulo,
no
Instituto
Richet.
Esse
cursos
tinham
como
meta:
Em
primeiro
lugar,
treinar
os
terapeutas, que
trabalhavam
no
referido
instituto,
preparando-os
no
uso
dos
procedimento
iniciado
pelo
Dr.
Eliezer
Mendes,
no
IBPC
-
Instituto
de
Parapsicologia
Clínica,
em
Salvador,
BA,
na
década
de
70.
Em
segundo
lugar,
a
preparação
do
material
para
o
IV
CONGRESSO
INTERNACIONAL
DE
PSICOTRÔNICA,
que
seria
realizado
de
2
à
7
de
julho
de
1979. (Psicotrônica
era
o
nome
usado
no
leste
europeu,
com
a
intenção
de
substituir
o
termo
parapsicologia
que
era
usado
no
ocidente).
Nesse
congresso
conhecemos
pessoalmente
o
Pe.
Enrique
Novillo
Pauli,
que
havia
publicado
"Los
Fenómenos
Parapsicológicos",
Editora
Kapeluz.
Bs
As. 1975.
Neste
livro
ele
relata
uma
experiência,
realizada
por
ele,
sobre
PSI
e
o
crescimento
de
vegetais.
Primeiramente
essa
experiência
foi
realizada
por
ele
na
Duke
University,
nos
EE.
UU.
e
mais
tarde
repetida
no
Colégio
Rosário,
na
Argentina.
Ele
constatou
que
o
estresse
das
pessoas
testadas
(alunos
no
período
de
provas),
tinha
uma
ação
negativa,
à
distância,
sobre
os
vegetais.
Isso
confirmava
o
efeito
negativo
de
um
ser
vivo
sobre
outro.
Isso
nos
confirmava
também,
de
forma
experimental,
aquilo
que
tínhamos
identificando
na
prática
da
captação.
Agora
as
"energias
negativas",
personalizadas
através
do
sensitivo
em
transe,
podiam
ser
testadas
de
forma
experimental
sobre
vegetais
no
experimentos
do
Pe.
Novillo
Pauli
.
|
|
SERIA
O
TRANSE
DE
INCORPORAÇÃO
UM
PSICOTRANSE?
Em
1977
demonstramos
na
TV
do
Uruguai
uma
incorporação
induzida
por
HIPNOSE.
A
sensitiva
hipnotizada
foi
analisada
por
médicos
uruguaios
e
por
diretores
de
Centros
de
Umbanda.
Eles
verificaram
os
efeitos
fisiológicos
do
transe,
e
não
encontrando
diferença
entre
aquele
transe
e
o
dos
rituais
de
UMBANDA.
Veja
abaixo
as
fotos
do
programa,
cedidas
pela
TV
Montecarlo.
|
|
TRANSE
DE
INCORPORAÇÃO
NA
TV
CANAL
4
-
MONTECARLO
MONTEVIDÉU
-
URUGUAI
-
1977
PROGRAMA
"TU-SAN" |
Induzido
pelo
Prof.
Eudes
Alves,
a
sensitiva
reproduz
o
transe
de
"incorporação",
mudando
a
personalidade
frente
às
câmeras
de
TV,
confundindo
os
especialista
que
assistem
atônitos.
|
|
|
O
rapaz
em
transe
diz
que
é
"Exu
Caveira"
e
que
bebe
o
sangue
das
vítimas.
Em
sua
boca
aparece
sangue
escorrendo.
|
A
médica
colhe
material
do
sensitivo
para
exame
no
laboratório
da
polícia.
|
|
|
|
|
O
QUE
É
ISSO?
|
|
OS
EFEITOS
FÍSICO
E
BIOLÓGICOS
NO
PSICOTRANSE.
Veja
este
caso.
C.
advogada,
32
anos,
solteira,
bem
sucedida
profissionalmente,
estava
em
atendimento
conosco
para
corrigir
algumas
alterações
emocionais,
para
as
quais
ela
não
encontrava
explicação, muito
especialmente
na
área
afetiva
dos
relacionamentos
amorosos.
Tentou
outras
terapias
sem
sucesso.
Também
procurou
um
centro
espírita
de
umbanda,
onde
disseram-lhe
que
ela
era
médium,
e
que
teria
que
desenvolver
a
mediunidade,
porque
a
sua
"pomba
gira"
queria
trabalhar.
Ela
era
muito
sensível
e
entrava
facilmente
em
transe
hipnótico
regressivo.
Valendo-nos
da
técnica
de
indução
ao
transe
com
o
uso
de
música,
TTT
,
muito
usada
para
obter
o
transe
cinético, induzimos
C.
ao
transe.
Ela entra
com
facilmente
e
assume
o
papel
de
"mulher
fatal", alter
ego
de
"ponpa
gira",
com
todas
as
características
conhecidas
do
arquétipo.
C.
dança
na
ponta
dos
pés
e
curva
seu
corpo
em
clássicos
movimentos
eróticos.
Estufa
o
peito
para
acentuar
os
seus
seios,
que
eram
pequenos. Nesse
estado
era
possível
estabelecer
um
diálogo
com
ela
de
forma
normal.
Dialogávamos
sobre
suas
preferências
e
necessidades,
como
se
estivéssemos
conversando
com
ela
num
estado
comum
de
consciência.
Estávamos
no
final
de
dezembro,
a
família
de
C.
era
do
interior
do
Estado,
ela
não
tinha
parentes
aqui
na
Capital.
Como
ela
tinha
criado
um
vínculo
de
amizade
com
minha
mulher,
ela
foi
convidada
para
passar
o
dia
31
de
dezembro
conosco. Ela
propôs
que
puséssemos
as
músicas
utilizadas
para
a
indução
ao
transe, porque
ela
queria
dançar
e
entrar
em
transe
antes
da
meia
noite.
Nós
concordamos.
Logo
no
início, ao
ouvir
as
músicas,
ela
entra
em
transe
de
"pomba
gira",
dançando
na
ponta
dos
pés,
como
ela
fazia
nas
sessões
de
psicotranse. Eram
aproximadamente
onze
horas
da
noite
quando
ela
começou
dançar.
Dançou
uns
quarenta
minutos
sem
parar.
Quando
se
deteve,
ainda
em
transe,
nos
disse
que
estava
com
fome
e
queria
jantar.
Todos
sentamos
à
mesa.
A
ceia
de
fim
de
ano
estava
servida,
e
decorria
normalmente,
com
exceção
da
quantidade
de
bebida
e
comida
que
ela
ingeria
em
transe.
Quando
todos
havíamos
terminado
de
cear,
ela
sai
do
transe,
e
pedindo
desculpas,
por
não
ter
nos
acompanhado
durante
a
ceia, disse
que
estava
com
fome,
e
pede
licença
para se
servir,
comendo
novamente,
como
se
não
tivesse
comido
nada
até
aquele
momento. Come
com
tanto
apetite
como
se
realmente
nada
tivesse
comido. Ela
não
registrou
em
seu
consciente
o
que
tinha
realizado
durante
o
transe.
Ela
apresentava
uma
típica
amnésia
pós
hipnótica
(esquecimento
do
que
acontece
durante
o
transe).
Para
onde
foi
tanta
comida?
C.
era
magra,
e
geralmente
comia
pouco.
Como
o
centro
cerebral
do
apetite
não
registrou
a
comida
ingerida?
Este
mecanismo
explicaria
o
poder
da
hipnose
no
tratamento
da
obesidade?
Isso
nos
lembrar
aquela
célebre
sensitiva
que
ingeria
sete
garrafas
de
pinga,
durante
os
"trabalhos
mediúnicos",
realizados
em
um
centro
espírita
no
Rio
de
Janeiro, e
após
a
saída
do
transe
ela
não
apresentava
nenhum
sinal
de
embriaguez.
Em
hipnologia são
bem
conhecidas
as
respostas
paradoxais.
Exeplo.
quando
uma
pessoas
em
transe
ingere
água
pura,
e
lhe
sugerimos
que
é
água
com
açúcar,
invariavelmente
aparece
alterações
na
curva
glicêmica
(Platonov,
"La
Palabra
como
Factor
Fisiológico
y
Terapéutico",
Moscou,
1958).
Durante
um
Curso
de
hipnose
ministrado
por
nós,
no
CEPAL,
sugerimos
a
uma
de
nossas
alunas
um
estado
de
embriaguez
durante
o
transe
hipnótico,
e
solicitamos
a
um
conhecido
psiquiatra,
que
estava
participando
do
curso,
que
examinasse
aquela
"paciente".
Após
o
exame
com
testes
psicológicos
e
neurológicos,
ele
afirmou
enfaticamente:
"não
poder
diferenciar
aquele
estado
sugerido,
de
uma
embriaguez
verdadeira". Todos
os
sinais
de
embriaguez
estavam
presentes
na
embriaguez
sugerida.
Da
mesma
forma
que
o
nosso
organismo
suprime
os
efeitos
de
uma
substância
ativa,
ingerida,
poderá
reproduzir
os
efeitos
de
outra
totalmente
inócua,
ou
não
ingerida,
bastando
segurar
na
mão
um
frasco
fechado
de
qualquer
substância
ativa,
podemos
encontrar
os
efeitos
sugeridos.
Nisso
consiste
o
grande
efeito
do
placebo,
e
talvez
também,
este
seja
o
mecanismo
de
ação
da
homeopatia
e
florais. A
psique
durante
o
estado
de
transe,
poderia
"copiar"
os
padrões
moleculares
das
substâncias,
guardados
na
memória
bioquímica
do
cérebro
(?).
Pesquisas
mais
recentes
falam
de
memória
da
água,
e
analisam
os
efeito
dinamizado
da
homeopatia
em
função
dessa
memória.
Poderia
nossa
psique
captar
isso?
(Revista
Galileu,
agosto
2003.
http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT578859-1719-2,00.html
)
O
psicotranse
tem
uma
extensão
sobre
a
fisiologia
do
nosso
corpo.
Toda
hipnose
é
um
psicotranse,
um
estado
psicodramático,
que
se
objetiva
à
nível
psicossomático. Espírito,
mente
e
matéria
estão
unidos
em
uma
unidade,
fazendo
parte
da
mesma
realidade.
Suas
partes
não
se
excluem,
elas
se
complementam
e
interagem,
embora
sejam
estudadas
por
separado,
como
vem
sendo
feito
(erroneamente
até
hoje,
criando-se
uma
separação
entre
biologia
(neurociência),
psicologia
(comportamento)
e
espiritualidade
(estados
superiores
de
consciência
ou
místicos).
A
nossa
proposta
é
a
integração
dos
três
níveis,
compreendendo
o
individuo
como
um
todo.
Embora
compreendemos
que
é
importante,
desde
de
um
posto
de
vista
técnico,
estudar
esses
níveis
por
separado,
na
prática
eles
funcionam
integrados.
A
nível
inconsciente,
podemos
perceber
essa
unidade,
naquilo
que
Jung
chamou
de
individuação.
A
individuação
seria
uma
sintonia
harmônica
("ecológica")
entre
as
partes
da
psique.
Durante
muitos
anos
de
trabalho
clínico
com
hipnose
e
regressão,
nos
deparamos
com
essas
manifestações,
milhares
de
pessoas
em
transe
foram
observadas
por
nós
(Esse
material
será
gradualmente
colocado
neste
site,
submetendo-o
à
análise
e
discussão
de
forma
aberta
e
desinteressada).
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|
O
que
é
a
consciência?
Vários
caminhos
são
transitados
na
tentativas
de
encontrar
uma
explicação
satisfatória
sobre
o
que
é
a
consciência. Uma
das
vertentes
é
a
da
neurociência,
claramente
posicionada
nas
obras
que
citamos
anteriormente,
outra
vertente
é
a
da
filosofia.
Desde
Platão,
a
filosofia
tenta
compreender
o
problema
da
consciência,
do
ponto
de
vista
racional.
Outra
vertente
é
a
psicanalítica.
A
psicanálise
nos
apresenta
a
proposta
freudiana,
de
uma
consciência
emergente
da
atividade
do
ego
na
relação
com
o
mundo
dos
objetos,
tendo
em
contra
partida
um
nível
mais
amplo
e
profundo,
que
seria
o
ID
(o
inconsciente).
Para
M.
Klein
esse
objeto
inicial,
de
um
modo
simbólico,
é
o
peito
da
mãe.
Enquanto C.
G.Jung
nos
fala
de
um
inconsciente
coletivo,
reservatório
da
psique
de
toda
a
humanidade,
que
não
depende
da
nossa
experiência
direta,
e
sim
da
experiência
de
toda
a
humanidade,
e
dela
surgiria
a
nossa
individualidade,
por
meio
desse
processo.
Por
outro
lado,
o
pensamento
oriental
nos
fala
de
uma
ilusão
da
realidade
(maya),
e
divide
a
consciência
em
vários
níveis,
primariamente
em
sete,
correspondendo
esses
níveis
aos
chakras,
vórtices
de
energia
que
interagem
nos
plexos,
localizados
em
diversas
partes
do
sistema
nervoso.
Na
verdade,
até
hoje,
não
sabemos
muito
bem
o
que
é
realmente
a
consciência,
e
muito
menos
ainda,
o
que
é
o
inconsciente. Conceituamos
o
inconsciente
como
aquele
nível
da
mente
que
não
é
consciente,
uma
evidente
definição
tautológica,
porque
não
sabendo-se
o
que
é
a
consciência,
como
definir
o
que
é
o
inconsciente?
Seriam
os
dois
lado
de
uma
mesma
moeda,
mas
não
conhecemos
essa
moeda.
Estamos
definindo
um
fato
desconhecido
por
outro
fato
também
desconhecido.
Esse
erro
se
arrasta
desde
de
Descartes.
Como
ser
objetivo,
quando
o
nosso
raciocínio
é
subjetivo?
Por
outro
lado
procuramos
compreender
o
mundo
dentro
de
um
modelo
matemático...
mas
a
matemática
é
uma construção
do
nosso
pensamento.
Ela
não
existe
fora
do
pensamento.
A
neurociência
nos
ensina
atualmente
que
o
nosso
cérebro
passa
por
níveis
de
atividade
elétrica,
de
potenciais
e
padrões
de
freqüências
diferenciados,
segundo
o
nível
de
consciência
é
o
nível
de
atividade
elétrica,
ou
vice
versa.
Essas
freqüências
são
mais
rápidas
(15
à
40hz)
quando
estamos
no
estado
de
vigília,
e
mais
lentas
quando
fechamos
o
olhos
e
relaxamos
(de
8
à
14hz,
e
bem
mais
lentas
quando
meditamos
(3
à
7hz),
tornando-se
muito
lentas
quando
dormimos
(de
0,5
à
2
hz).
O
potencial
é
mais
baixo
quando
estamos
produzindo
uma
atividade
consciente,
5µV
(microvóltios),
e
mais
alto
quando
dormirmos,
ou
durante
uma
convulsão
epiléptica, durante
um
transe,
atingindo
potenciais
de
até
200µV
(microvóltios).
De
uma
forma
convencional
nós
falamos
de
duas
mentes,
da
mente
consciente
e
da
mente
inconsciente,
a
primeira
ligada
ao
intelecto
e
a
percepção,
e
a
segunda
às
nossas
funções
vegetativas,
ou
biológicas,
e
aos
automatismos.
A
mente
consciente
regeria
a
nossas
atividades
intelectiva,
racional,
psicológica,
enquanto
a
nossa
mente
inconsciente
regeria
toda
a
nossa
atividade
emocional,
social,
biológica
e
espiritual.
No
nível
espiritual
haveria
ainda
uma
dimensão
diferenciada
que
estaria
ligada
a
uma
"intencionalidade
cósmica",
muito
próximo
do
conceito
junguiano
de
inconsciente
coletivo,
ou
inconsciente
universal,
atemporal,
kármico,
sincronístico,
parapsicológico,
que
hoje
é
denominada
mente
não-localizada.
A
Universidade
do
Arizona
vem
desenvolvendo
um
amplo
trabalho
sobe
a
consciência,
veja
em
http://consciousness.arizona.edu/
|
O
que
é
a
personalidade?
No
psicotranse
encontramos
as
diferentes
fases
da
personalidade,
elas
estão
evidenciadas
em
suas
múltiplas
formas,
aparecendo
o
que
comumente
denominamos
"personalidades
múltiplas".
Muitas
vezes
podemos
observar
as
variações
de
uma
forma
tão
evidente,
que
não
cabe
a
"menor
dúvida"
que
estamos
frente
a
uma
verdadeira
alteração
da
personalidade. Essas
alterações
são
conhecidas
desde
Azam,
século
dezenove,
e
foram
bem
estudadas
por
A.
Binet.
Atualmente
se
discute
muito
isto
nos
meios
acadêmicos.
Ian
Hacking,
Princeton
University
Press,
1995
(
veja
tradução,
"Múltiplas
Personalidades
e
as
Ciências
da
Memória",
Ed.
José
Olympio,
2000).
Quando
analisamos
as
diversas
teorias
da
personalidade,
desde
G.
Allport,
Lindsey,
J.
Fadiman
&
R.
Frager
e
outros,
encontramos
varias
teorias
divergentes.
O
que
é
realmente
a
personalidade?
O
psicotranse
nos
fornece
a
possibilidade
de
estudar
as
manifestações
da
personalidade
em
uma
experiência
única,
"reproduzida"
numa
situação
controlada:
o
transe
do
sensitivo. Um
verdadeiro
laboratório
da
experiência
humana.
Muitas
vezes
nos
deparamos
com
os
anjos
e
os
demônios
do
inconsciente,
com
estórias
de
vidas
passadas,
ou
até
mesmo
com
verdadeiras
"criações
literárias"
do
inconsciente. Tudo
aflora
nesse
momento
de
transição
da
mente.
A
loucura
e
a
genialidade
estão
presentes
em
uma
única
pessoa.
Separadas
às
vezes,
por
segundos
ou
minutos,
de
um
transe
controlado,
ou
por
uma
"eternidade"
de
um
estado
psicótico
vividos
em
um
hospital
psiquiátrico.
Em
certa
ocasião
na
clínica
do
Dr.
Eliezer
C.
Mendes,
em
Campinas,
um
sensitivo
em
transe,
captando
a
personalidade
de
um
paciente
em
tratamento,
destruiu
com
os
dentes
uma
peça
de
roupa,
reproduzindo
o
comportamento
de
um
cachorro. O
paciente
captado
pelo
sensitivo,
estava
vivendo
um
quadro
psicótico,
em
certa
ocasião
o
encontraram
dormindo
dentro
da
casa
do
cachorro,
no
quintal.
Ele
explicou
o
seu
comportamento
dizendo
que
"a
sua
mulher
o
tratava
como
um
cachorro,
e
por
isso
foi
dormir
na
cama
do
cachorro". O
sensitivo
não
sabia
nada
da
estória
do
paciente,
e
muito
menos
do
episódio
da
casa
do
cachorro.
Aquele
comportamento
psicótico
para
o
paciente
tinha
um
significado,
ele
se
sentia
maltratado
pela
esposa;
mas
para
o
sensitivo
era
apenas
uma
captação,
a
sintonia
do
inconsciente
do
paciente,
manifestado
espontaneamente
no
psicotranse,
como
na
incorporação,
ele
representava
o
comportamento
do
cachorro,
mordendo
e
rasgando
tudo
com
os
dentes.
Seria
a
personalidade
um
holograma
reproduzido
pelo
cérebro, e
que
pode
ser
captado
e
representado
pelo
cérebro
de
outra
pessoa? ou
seria o
cachorro
uma
entidade
incorporada
no
médium?
Sobre
o
estudo
da
personalidade
devemos
destacar
as
pesquisas
da
Universidade
de
Virginia.
VENHA
PARTICIPAR
DA
EXPERIÊNCIA
DO
PSICOTRANSE.
TIRE
AS
SUAS
DÚVIDAS.
|
|
|
|
Curso
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