Psicotranse
O QUE É PSICOTRANSE?

PSICOTRANSE é uma palavra "criada" por nós (Eudes Alves e Eliezer C. Mendes) em 1979,  para  designar às alterações da consciência, em qualquer nível ou profundidade. Diferenciando-se assim do conceito de transe mediúnico, definido por Allan Kardec, que vincula o transe à influência  dos espíritos dos mortos. 
Desta forma procuramos focalizar mais o lado psicológico desses estados alterados de consciência (idéia que Charles Tart, 1972, também desenvolveu com o nome de EAC, estados alternativos de consciência). Integrando o conceito de inconsciente dinâmico e, resgatando  essa importante área do comportamento psicológico, que os espíritas chamam de "animismo",  (por ser produzido pela mente do médium, A. Aksakof, "Animismo e Espiritismo", 1890). 
A maior parte dos espíritas, atribuem os fenômenos inconscientes  aos espíritos dos mortos, por não saber lidar com o espírito dos vivos, porém essas manifestações, muitas vezes classificadas como "fantasias", são muito importantes para as terapias, seu valor está muito além daquilo que o próprio Freud atribuiu ao Id, como produto da repressão .Como veremos mais adiante. 

O PSICOTRANSE é um momento de consciência, qualquer momento, no qual aconteça uma modificação do nível da consciência; seja nos estado Beta, Alfa,  REM, hipnose, ou em qualquer outro estado alternativo. 
Geralmente, as pessoas não percebem as modificações  dos estados alterados de consciência, principalmente quando estes acontecem em  nível Beta (vigília), outras vezes as pessoas tem a sensação que dormiram e, aparentemente, não lembram do acontecido durante esses momentos (semelhantes à amnésia pós hipnótica).  
O psicotranse  se confundem, de certo modo, com os estados de ausências, ou  estados crepusculares, tão comuns nas disfunções cerebrais mínimas, geralmente  vinculadas às epilepsias. Por outro lado, esses estados  em nada se diferenciam  daqueles  denominados de "estados superiores de consciência",   freqüentemente vivenciados por santos e místicos  (veja  Pierre Weil, "Experiência Cósmica e Psicose", Ed. Vozes). 
 
Mais sobre P. Weil em       www.pierreweil.pro.br/Brazil.htm  

Seriam patológicas as modificações da consciência?
A tendência, desde Charcot até a atualidade, é ver qualquer modificação da consciência, ou do comportamento, como sendo um estado patológico. Lopez Ibor, famoso psiquiatra espanhol,  chega a classificar Jesus Cristo, o filósofo sueco Swedenborg e o poeta Strindberg como doentes psicóticos alucinados. Atualmente essa atitude generalizadora da psicopatologia é amplamente contestada pela chamada anti-psiquiatria ( Laing, Szasz e outros) e pela psicologia transpessoal  ( Weil, Grof e outros).  
Hoje admite-se as variáveis individuais, e também, aceita-se a possibilidade da existência de estados alterados de consciência,  estados não percebidos nos níveis comuns, sendo considerados, todos eles,  estados normais e alternativos do comportamento humano. 
As alterações (disritmias) constatadas no EEG  dos sensitivos, médiuns,  estigmatizados e outros, deixa bem claro, que estas alterações não são patológicas. Todas as pessoas sensíveis apresentam  alterações EEG. Essas alterações desaparecem com a meditação, com o treinamento do controle das ondas cerebrais (biofeedback), com o eletro-sono. 
O mais impressionante, é o fato observado pelo psiquiatra Akstein (citado por Eliezer C.Mendes em  comunicação pessoal), ele constatou alterações no EEG dos sensitivos, não epiléticos, durante as captações de pacientes epiléticos. 
Crisóstenes, um sensitivo da equipe do Dr. Eliezer Mendes, sempre que fazia uma captação de  um paciente epilético manifestava uma convulsão completa, com todas as características clássicas das crises  convulsivas. Crisóstenes padecia de epilepsia desde criança. 
Seria fácil reproduzir  uma  convulsão se ela fossem um ato voluntário, mas não é. 
Durante a convulsão aparece uma clara alteração no traçado EEG.
Na clínica do Dr. Eliezer Mendes, nós assistimos vários sensitivos manifestando convulsões com suas fases completas durante as captações de pacientes epiléticos, sem que esses sensitivos registrassem histórico algum de disfunção cerebral.

Recentemente o parapsicólogo Konrad Lindmeier, publicou uma pesquisa  realizada com um grupo de epiléticos ("A Parapsicologia e a Epilepsia Numa Visão Junguiana", Editora EDUSF, 2002). Ele constatou um alto índice de acertos, usando uma variante dos testes de Rhine. Ele  substituiu as cartas Zener pelas ISAC-CARDS (maço de cartas formado por 25 cartas  do tarô mitológico). Quando essas pessoas eram medicadas, com anticonvulsivos, os resultados caiam para níveis esperados pelo acaso, deixando em evidência a estreita relação entre a fisiologia cerebral, as ondas cerebrais, os estados alterados de consciência e ESP.

Estudos recentes  vinculam a intuição e a criatividade à predominância de áreas cerebrais específicas, atribui-se uma participação diferenciada ao hemisfério direito do cérebro.
 
1)  Sally P.Springer & Georg Deutsch, "Cérebro Esquerdo, Cérebro Direto". Ed. Summus.
2)  Sperry, "O Pensamento Lateral".


Por outro lado, Pierre Weil, destacado psicólogo da transpessoal,  sugere que a percepção da realidade seja uma função dos níveis de consciência  VR = F(EC). Congresso Mundial de Parapsicologia e Psicotrônica, 1979, São Paulo. 
 
Mario F. Martinez, da Universidade de Tennessee, USA,  defende a teoria Bio-cognitiva. Esta teoria considera que as crenças assimiladas pela cultura de origem, a biologia e a história social do individuo, formam um campo interacional, o qual pode ser  identificado com o conceito de mente não-localizada da teoria quântica, capaz de executar interações à níveis molecular; eles  podem modificar  os mecanismos de defesa do organismo, como observou McClelland & Kirshnit   em Psychology and Healt, pag. 31-52, 1988.

Hoje os neurocientistas estudam os estreitos vínculos entre consciência e fisiologia cerebral, ninguém  mais pensa que a consciência seja um produtos descartável. Agora eles vem a consciência, e os estados alternativos, como áreas legítima de investigação científica (veja Michael Persinger, Tood Murphy, António R. Damásio,  Joseph LeDoux,  Daniel G. Amen e outros). 

Secção
livros .

Psicotranse e mapeamento cerebral.

O psicotranse pode ser identificado claramente no mapeamento cerebral, revelando-nos os níveis de consciência e os  estágios diferenciados, relacionados aos padrões de freqüência.  Este é um caminho muito promissor para o estudo desses estados de consciência. Talvez, um dia, compreenderemos os segredos  da consciência, descobrindo  como  ela constrói os seus "hologramas psicológicos". Enquanto isto, já podemos hoje, integrar a dinâmica do psicotranse, e as interações inconscientes, em um trabalho prático de grande eficácia terapêutica: a captação-transe-terapia.                    

O psicotranse pode ser desenvolvido por treinamento. 
Como qualquer outro estado hipnótico, ele  é absolutamente natural e normal, fazendo parte da dinâmica do psiquismo e, como todo  estados hipnóticos, não tem nenhuma interferência de qualquer força sobrenatural. Ele pode acontecer muitas vezes  espontaneamente de forma inconsciente, sem que as pessoas  percebam  suas alternâncias de personalidade, alterações de humor etc..  São sintomas de  outra pessoa, à ela ligada emocionalmente. Esses sintomas poderão ser físicos, psicológicos ou comportamentais. Com o treinamento as pessoas identificam claramente a fonte de origem desses sintomas, libertando-se deles sem sofrer indevidamente 

Todo estado alterado de consciência é um psicotranse. 
Em certa ocasião, no Instituto Richet, uma sensitiva que participava do tratamento de um paciente cleptomaníaco, apareceu com um colar de pérolas. Ela tinha apanhado aquele colar  em uma joalheria, perto da clínica, sem que a vendedora se apercebesse. 
Colocada em transe, ela nos contou como havia realizado aquele ato ilícito. 

- Ela nos disse: "Eu olhei nos olhos dela (da vendedora) e peguei o colar. 
   Ela não disse nada e eu fiquei com ele! "


Rapidamente  fomos até a loja, para corrigir aquele "ato ilícito" da sensitiva, procuramos a vendedora e pagamos  o colar. A vendedora se mostrou surpresa  porque não tinha notado nada de anormal na visita de sua "cliente", e nem tinha notado a falta do colar

 Certos comportamentos anti-sociais, muitas vezes, são interações inconscientes,
 verdadeiros "contágios psíquicos", independente da vontade de quem os executa.


        A Bíblia diz: "Dí-me com quem andas, e eu te direi quem éreis".  
As pessoas sensíveis muitas vezes assumem comportamentos e sintomas que não são seus. Geralmente são comportamento atribuídos à "imitação", ignorando-se a contaminação inconsciente. Muitas pessoas são como o aço, ficam "magnetizadas" com a influência de outras pessoas. Hoje podemos compreender muito bem como Mesmer, no século XVIII, se sentiu influenciado com a idéia do magnetismo; naquela época não havia outro conceito que pudesse representar tão bem, essa contaminação do inconsciente, quanto o magnetismo.
A captação do inconsciente é um processo natural e comum. É a base da transferência em terapia. É o mecanismo básico de toda relação humana (boa ou má). É a sintonia que a PNL chama de Modelagem e Acompanhamento.   
( Veja o livro do Dr. Eliezer C. Mendes, "Contaminação Vibratória" , Ed. Arte & Ciência. 1996).

Embora, ainda hoje, seja muito difícil transmitir a idéia dessa interação inconsciente, ela é muito familiar para nós, lidamos com ela desde 1979, com plena consciência de sua realidade noética. 
A nossa história começou  quando assistimos um cursos ministrados pelo Dr. Eliezer Mendes, em abril de 1979, em São Paulo. Após esse curso  fomos convidados por ele, e pela equipe do instituto Richet,  para ministrar o nosso curso de "Parapsicologia Aplicada" (título escolhido para o primeiro curso ministrado por mim em São Paulo, no Instituto Richet. 
Esse cursos tinham como meta: 
Em primeiro lugar, treinar os  terapeutas, que trabalhavam no referido instituto, preparando-os no uso dos procedimento  iniciado pelo Dr. Eliezer Mendes, no IBPC - Instituto de Parapsicologia Clínica,  em Salvador, BA, na década de 70. 
Em segundo lugar, a preparação do material para o IV CONGRESSO INTERNACIONAL DE PSICOTRÔNICA, que seria realizado de 2 à 7 de julho de 1979. (Psicotrônica era o nome usado no leste europeu, com a intenção de substituir  o termo parapsicologia que era usado no ocidente).
Nesse congresso conhecemos pessoalmente o Pe. Enrique Novillo Pauli, que havia publicado "Los Fenómenos Parapsicológicos", Editora Kapeluz. Bs As. 1975. Neste livro ele relata uma experiência, realizada por ele, sobre PSI e o crescimento de vegetais. 
Primeiramente essa experiência foi realizada por ele na Duke University, nos EE. UU. e mais tarde repetida no Colégio Rosário, na Argentina. Ele  constatou que o estresse das pessoas testadas (alunos no período de provas), tinha uma ação negativa, à distância, sobre os vegetais. Isso confirmava o efeito negativo de um ser vivo sobre outro. Isso nos confirmava também, de forma experimental, aquilo que tínhamos identificando na prática da captação. 
Agora as "energias negativas", personalizadas através do sensitivo em transe, podiam ser testadas de forma experimental sobre vegetais no experimentos do Pe. Novillo Pauli .
 

         SERIA O TRANSE DE INCORPORAÇÃO UM PSICOTRANSE?

Em 1977 demonstramos na TV do Uruguai uma incorporação induzida por HIPNOSE. 
A sensitiva hipnotizada foi analisada por médicos uruguaios e por diretores de Centros de Umbanda.
 Eles verificaram os efeitos fisiológicos do transe, e não encontrando diferença entre aquele transe e o dos rituais de UMBANDA. 
                       Veja abaixo as fotos do programa, cedidas pela TV Montecarlo.

 TRANSE DE INCORPORAÇÃO NA TV

    CANAL 4  - MONTECARLO
     MONTEVIDÉU  -  URUGUAI  - 1977
            PROGRAMA     "TU-SAN" 

Induzido pelo Prof. Eudes Alves, a sensitiva reproduz o transe de "incorporação", mudando a personalidade frente às câmeras de TV, confundindo os especialista que assistem atônitos. 
O rapaz em transe diz que é "Exu Caveira" e que bebe o sangue das vítimas. 
   Em sua boca aparece sangue escorrendo.
 A médica colhe material do sensitivo para exame no laboratório da polícia.
      O QUE É ISSO?

OS EFEITOS FÍSICO E BIOLÓGICOS NO PSICOTRANSE.

Veja este caso.
C. advogada, 32 anos, solteira,  bem sucedida profissionalmente, estava em atendimento conosco para corrigir algumas alterações emocionais,  para as quais ela não encontrava explicação, muito especialmente na área afetiva dos relacionamentos amorosos. Tentou outras terapias sem sucesso. Também procurou um centro espírita de umbanda, onde disseram-lhe que ela era médium, e que teria que desenvolver a mediunidade, porque a sua "pomba gira" queria trabalhar. Ela era muito sensível e entrava facilmente em transe hipnótico regressivo. 
Valendo-nos da técnica de indução ao transe com o uso de  música, TTT ,  muito usada para obter o transe cinético, induzimos C. ao transe. Ela entra com facilmente e assume o papel de "mulher fatal", alter ego de "ponpa gira", com todas as características conhecidas do arquétipo.   C. dança na ponta dos pés e curva seu corpo em clássicos movimentos eróticos.  Estufa o  peito para  acentuar os seus seios, que eram pequenos. Nesse estado era possível estabelecer um diálogo com ela de forma normal. Dialogávamos sobre suas preferências e necessidades, como se estivéssemos conversando com ela num estado comum de consciência. 
Estávamos no final de dezembro,  a família de C. era  do interior do Estado, ela não tinha parentes aqui na Capital. Como ela tinha criado um vínculo de amizade com minha mulher, ela foi convidada  para passar o dia 31 de dezembro conosco. Ela propôs que puséssemos as músicas utilizadas para a indução ao transe, porque  ela queria dançar  e entrar em transe antes da meia noite. Nós concordamos. 
Logo no início, ao ouvir as músicas, ela entra em transe de "pomba gira", dançando na ponta dos pés, como ela  fazia nas sessões de psicotranse. Eram aproximadamente onze horas da noite quando ela começou dançar. Dançou uns quarenta minutos sem parar. Quando se deteve, ainda em transe, nos disse que estava com fome e queria jantar. Todos sentamos à mesa.  A ceia de fim de ano estava servida, e decorria normalmente, com exceção da quantidade de bebida e comida que ela ingeria em transe. Quando todos havíamos  terminado de cear,  ela sai do transe, e pedindo desculpas, por  não ter nos acompanhado durante a ceia, disse que estava com fome, e pede  licença para se  servir, comendo  novamente, como se não tivesse comido nada até aquele momento. Come com tanto  apetite como se realmente nada tivesse comido. Ela não registrou em seu consciente o que tinha realizado durante o  transe. Ela apresentava uma típica amnésia pós hipnótica (esquecimento do que acontece durante o transe).
 
Para onde foi tanta comida?  
C. era magra, e geralmente comia pouco. 
Como o centro cerebral do apetite não registrou a comida ingerida? 
Este mecanismo explicaria o poder da hipnose no tratamento da obesidade?
Isso nos lembrar aquela célebre sensitiva  que ingeria sete garrafas de pinga, durante os  "trabalhos  mediúnicos", realizados  em um centro espírita  no Rio de Janeiro, e após a saída do transe ela não apresentava nenhum sinal de embriaguez. 
Em hipnologia são bem conhecidas as respostas  paradoxais. Exeplo. quando uma pessoas  em transe  ingere água pura,  e lhe sugerimos que é água com açúcar,  invariavelmente aparece  alterações  na curva glicêmica  (Platonov, "La Palabra como Factor Fisiológico y Terapéutico", Moscou, 1958). 
Durante um Curso de hipnose ministrado por nós, no CEPAL,  sugerimos a uma de nossas alunas um estado de embriaguez durante o  transe hipnótico, e solicitamos a  um conhecido psiquiatra, que estava participando do curso, que examinasse  aquela "paciente".  Após o exame com testes psicológicos e neurológicos, ele afirmou enfaticamente: "não poder diferenciar aquele estado sugerido, de uma embriaguez verdadeira". Todos os sinais  de embriaguez estavam presentes na embriaguez sugerida. 
Da mesma forma que o nosso organismo suprime os efeitos de uma substância ativa, ingerida, poderá reproduzir os efeitos de outra  totalmente inócua, ou não ingerida, bastando segurar na mão um frasco fechado de qualquer substância ativa, podemos encontrar os efeitos sugeridos.  Nisso consiste o grande efeito do placebo, e talvez também, este seja o mecanismo de ação da homeopatia e florais. A psique durante o estado de transe, poderia "copiar" os padrões moleculares das substâncias, guardados na memória bioquímica do cérebro (?).

Pesquisas mais recentes falam de memória da  água,  e analisam os efeito dinamizado da homeopatia em função dessa memória. Poderia nossa psique captar isso?
(Revista Galileu, agosto 2003.       http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT578859-1719-2,00.html  )

O psicotranse tem uma extensão sobre a fisiologia do nosso corpo. 
  
Toda hipnose é um psicotranse, um estado psicodramático, que se objetiva à nível psicossomático.
 Espírito, mente e matéria estão unidos em uma unidade, fazendo parte da mesma realidade. Suas partes não se excluem, elas se complementam e interagem,  embora sejam estudadas por separado, como  vem sendo feito (erroneamente até hoje, criando-se uma separação entre biologia (neurociência), psicologia (comportamento) e espiritualidade  
(estados superiores de consciência ou místicos). 
A nossa proposta é a integração dos três níveis, compreendendo o individuo como um todo. Embora compreendemos que é importante, desde de um posto de vista técnico, estudar esses níveis por separado, na prática eles funcionam integrados. A nível inconsciente, podemos perceber essa unidade, naquilo que Jung chamou de individuação. A individuação seria uma sintonia harmônica ("ecológica") entre as partes da psique.

Durante muitos anos de trabalho clínico com hipnose e regressão, nos deparamos com essas manifestações, milhares de pessoas em transe foram observadas por nós (Esse material será gradualmente colocado neste site, submetendo-o  à análise e discussão de forma aberta e desinteressada).

Conheça mais  sobre o Psicotranse, participe dos Cursos Práticos de Captação Transe-Terapia,  promovidos pelo CEPAL.

Entre em contato conosco  cepal@cepal.com.br

Tel.  (0xx11) 3022-3390

O que é a consciência?
Vários caminhos são transitados na tentativas de encontrar  uma explicação satisfatória sobre o que é a consciência. Uma das vertentes é a da neurociência, claramente posicionada nas obras que citamos anteriormente, outra vertente é a da filosofia. Desde  Platão, a filosofia tenta  compreender o problema da consciência, do ponto de vista racional. Outra vertente  é a psicanalítica. A  psicanálise nos apresenta a proposta  freudiana, de uma consciência emergente da atividade do ego na relação com o mundo dos objetos, tendo em contra partida um nível mais amplo e profundo, que seria  o ID (o inconsciente). 
 Para M. Klein esse objeto inicial, de um modo simbólico, é o peito da mãe.  
Enquanto C. G.Jung nos fala de um inconsciente coletivo, reservatório da psique de  toda a humanidade,  que não depende da nossa experiência direta, e sim da experiência de toda a humanidade, e dela surgiria a nossa individualidade, por meio desse processo.  
Por outro lado, o pensamento oriental nos fala de uma ilusão da realidade (maya), e divide a consciência em vários níveis, primariamente em sete, correspondendo esses níveis aos chakras, vórtices de energia que interagem nos plexos, localizados em diversas partes do sistema nervoso. Na verdade,  até hoje, não sabemos muito bem o que é realmente a consciência,  e muito menos ainda, o que é o inconsciente. Conceituamos o inconsciente  como aquele nível da mente  que não é consciente, uma evidente definição tautológica,  porque  não sabendo-se  o que é a consciência, como definir o que  é o inconsciente?  Seriam os dois lado de uma mesma moeda,  mas não conhecemos essa moeda. Estamos definindo um fato desconhecido por outro fato também desconhecido. Esse erro se arrasta desde de Descartes.  Como ser objetivo, quando o nosso raciocínio é subjetivo? 
Por outro lado procuramos compreender o mundo dentro de um modelo matemático... mas a matemática é uma construção do nosso pensamento. Ela não existe fora do pensamento.
A neurociência nos ensina atualmente que o nosso cérebro passa por níveis de atividade elétrica, de potenciais e padrões de freqüências diferenciados, segundo o nível de consciência é o nível de atividade elétrica, ou vice versa. 
Essas freqüências são mais rápidas (15 à 40hz) quando estamos no estado de vigília, e  mais lentas quando fechamos o olhos e relaxamos (de 8 à 14hz, e bem mais lentas quando meditamos 
(3 à 7hz), tornando-se muito lentas quando dormimos (de 0,5 à 2 hz).
O potencial é mais baixo quando estamos produzindo uma atividade consciente, 5µV (microvóltios),   e mais alto quando dormirmos, ou durante uma convulsão epiléptica, durante um transe,  atingindo potenciais de até 200µV (microvóltios).
De uma forma convencional nós falamos de duas mentes,  da mente consciente e da mente inconsciente, a primeira ligada ao intelecto e a percepção, e a segunda às nossas funções vegetativas, ou biológicas, e aos automatismos.
A mente consciente regeria  a nossas atividades intelectiva, racional, psicológica, enquanto a nossa mente inconsciente regeria toda a nossa atividade emocional, social, biológica e espiritual. 
No nível espiritual haveria ainda uma dimensão diferenciada que estaria ligada a uma "intencionalidade cósmica", muito próximo do conceito junguiano de inconsciente coletivo, ou inconsciente universal, atemporal, kármico, sincronístico, parapsicológico,  que hoje é denominada  mente não-localizada.

A Universidade do Arizona vem desenvolvendo um amplo trabalho sobe a consciência, veja em

 http://consciousness.arizona.edu/
O que é a personalidade?
No psicotranse encontramos as diferentes fases da personalidade, elas estão evidenciadas em suas múltiplas formas, aparecendo o que comumente denominamos  "personalidades múltiplas". 
Muitas vezes podemos observar as variações de uma forma tão evidente, que não cabe a "menor dúvida"  que estamos frente a uma verdadeira alteração  da personalidade. Essas alterações são conhecidas desde Azam, século dezenove, e foram bem estudadas por A. Binet.
Atualmente se discute muito isto nos meios acadêmicos. Ian Hacking, Princeton University Press, 1995 ( veja tradução,  "Múltiplas Personalidades e as Ciências da Memória", Ed. José Olympio, 2000).  
Quando analisamos  as diversas teorias da personalidade, desde G. Allport, Lindsey, J. Fadiman & R. Frager e outros, encontramos varias  teorias divergentes. 

O que é realmente a personalidade?
O psicotranse nos fornece a possibilidade de estudar as manifestações da personalidade em uma experiência única, "reproduzida" numa situação controlada: o transe do sensitivo. Um verdadeiro laboratório da experiência humana. Muitas vezes nos deparamos com os anjos e os demônios do inconsciente, com estórias de vidas passadas, ou até mesmo com verdadeiras "criações literárias" do inconsciente. Tudo aflora nesse momento de transição da mente. A loucura e a genialidade estão presentes em uma única pessoa. Separadas às vezes, por segundos ou minutos, de um transe controlado, ou por uma "eternidade" de um estado psicótico vividos em um hospital psiquiátrico.
Em certa ocasião na clínica do Dr. Eliezer C. Mendes, em Campinas, um sensitivo em transe, captando  a personalidade de um paciente em tratamento, destruiu com os dentes uma peça de roupa, reproduzindo o comportamento de um cachorro. O paciente captado pelo sensitivo, estava vivendo um quadro psicótico,  em certa ocasião o encontraram dormindo dentro da casa do cachorro, no quintal. Ele explicou o seu comportamento dizendo que "a sua mulher o tratava como um cachorro, e por isso foi dormir na cama do cachorro". O sensitivo não sabia nada da estória do paciente, e muito menos do episódio da casa do cachorro. Aquele comportamento psicótico para o paciente tinha um significado, ele se sentia maltratado pela esposa; mas para o sensitivo era apenas uma captação, a sintonia do inconsciente do paciente, manifestado espontaneamente no psicotranse, como na incorporação, ele representava o comportamento do cachorro, mordendo e rasgando tudo com os dentes.
Seria a personalidade um holograma reproduzido pelo cérebro, e que pode ser captado e representado pelo cérebro de outra pessoa?  ou seria o cachorro uma entidade incorporada no médium?
   Sobre o estudo da personalidade devemos destacar as pesquisas da Universidade de Virginia.

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